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Escolas particulares ameaçam contestar cotas na Justiça

Federação Nacional das Escolas Particulares cobra do poder público uma escola pública de qualidade, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) informou ao jornal Folha de S. Paulo que estuda contestar na justiça a lei aprovada pelo Congresso Nacional que reserva 50% das vagas das 59 universidades federais a alunos da rede pública. Para entrar em vigor, a medida precisa ser validada pela presidenta da República em até 15 dias.

A presidente da entidade, Amábile Pacios, cobrou do poder público uma escola pública de qualidade. “A igualdade é garantir para esses meninos [beneficiados pelo projeto] uma escola pública de qualidade. Não é fechando a entrada dos alunos das particulares que você corrige isso”, afirmou à repórter Flávia Foreque.

Ela acredita que o projeto prejudica alunos bolsistas das escolas privadas. “Você está pagando uma dívida e formando outra”, disse ao jornal.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Carlos Maneschy, afirmou que “o projeto não olha os princípios da autonomia universitária de decidir, individualmente, seu próprio modelo de cotas”.

Na opinião dele, que reitor da Federal do Pará, instituição que já reserva 50% das vagas, “os Estados são diversos, há especificidades que não são contempladas no projeto.”

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, afirmou ao jornal O Globo que a entidade é a favor de ações afirmativas, “mas, em nome de um projeto justo, o governo está generalizando tudo o que já acontecia”.

O professor João Feres Júnior, da Uerj, disse que a lei vai valorizar a escola pública. “A partir do momento em que a rede pública é valorizada, que ela se torna uma fonte de acesso às universidades federais, várias classes econômicas vão passar a procurar essas escolas e, por isso, elas serão mais vigiadas. Se atrai as classes mais altas, atrai o interesse do governo”, disse à O Globo.

O economista Simon Schwartzmann, do Instituto de Estudos Trabalho e Sociedade (Iets), acha que as universidades dificilmente irão “manter o padrão acadêmico recebendo metade dos alunos com má formação”. Na visão dele, “a universidade vai precisar lidar com dois públicos muito distintos. Ou diminui a exigência acadêmica ou a evasão será altíssima, com consequências desastrosas”.

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