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Escolas particulares incentivam estudo dos professores

Reportagem de O Estado de S. Paulo, ouviu oito colégios com notas boas no Enem e constatou que os docentes são valorizados e cobrados

A contratação e a formação de professores nos colégios privados que aparecem nos primeiros lugares no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do Rio e de São Paulo são bem diferentes do que ocorre com os colegas do ensino público, de acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desde domingo, dia 7.

Estas escolas, onde a mensalidade pode superar o investimento anual por aluno da escola pública, pagam salários acima de R$ 4 mil, fazem provas de seleção para iniciar a atividade, incentivam a participação de cursos e cobram resultados. No Pentágono, em São Paulo, por exemplo, o salário de um professor de ensino fundamental está em torno de R$ 4,5 mi e de R$ 7 mil para o ensino médio. Já o professor da rede pública, em média, tem salário de R$ 1.335.

Desinteresse

De acordo com a reportagem de Simone Iwasso e Márcia Vieira, dados do Ministério da Educação revelam uma queda geral no interesse pela profissão. Em 2007, por exemplo, 70 mil brasileiros se formaram em cursos de licenciatura, o que representa 4,5% menos do que no ano anterior. De 2005 a 2006, a redução havia sido de 9,3%

O jornal ouviu oito escolas sobre como contratam e dão apoio para a especialização dos docentes. Primeiro colocado do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos dois anos, o colégio São Bento, no Rio, tem a supervisora pedagógica Maria Elisa Penna Firme, com 30 anos de experiência no magistério, e um coordenador pedagógico para cada um dos quatro segmentos (1º ao 5º ano; 6º e 7º ano; 8º e 9º ano; ensino médio). Cada disciplina tem um outro coordenador. Maria Elisa, que coordena o trabalho de 150 docentes, diz que “não adianta a escola ser toda equipada; o que interessa é essa relação professor/aluno”.

No colégio Bandeirantes, em São Paulo, o diretor Mauro Aguiar afirma que dá condições para que o professor estude. “Facilitamos os horários, pagamos cursos e os enviamos para congressos nacionais e internacionais”, disse a O Estado de S. Paulo.

Social

No Móbile, também em São Paulo e que aparece entre os melhores no Enem, o processo seletivo começa com uma prova de conhecimentos. “Além disso, o professor precisa saber como trabalhar questões de formação do aluno do ponto de vista social. Avaliamos como ele pensa, como enxerga o papel docente e que relações estabelece com a aprendizagem”, disse o vice-diretor pedagógico, Antonio de Freitas da Corte.

Na Carlitos, no Pacaembu, uma empresa faz uma primeira seleção dos professores contratada. Depois disso, é feita uma prova. “Temos um programa pedagógico baseado nos parâmetros curriculares nacionais, só que à moda francesa, minucioso e metodológico”, afirma a diretora Manuela de Castro Anabuki.

No Etapa, o professor faz provas e as aulas são acompanhadas por orientadores. “Quando há algum problema ou dificuldade, os professores são orientados para darem uma aula melhor e se relacionarem de outra maneira com os alunos”, disse o coordenador-geral Edmilson Motta.

Reunião com todos

Na Castanheiras, no Tamboré, a formação continuada é baseada em cursos, ministrados pelos próprios assessores do colégio. Caso o professor se interesse por algum curso externo, a direção avalia a possibilidade de financiamento. Uma vez por mês, todos os profissionais da escola, incluindo as recepcionistas, realizam uma reunião para debater como está a escola.

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio, Edgar Flexa Ribeiro, “antigamente, os candidatos a professor já tinham uma bagagem de conhecimento muito grande, trazida de casa, da sua base escolar. Isso mudou radicalmente hoje, mas a formação continua a mesma e sendo feita no mesmo período de tempo”. Segundo ele, que é dono do colégio Andrews, fundado há 90 anos, “mudam as Leis de Diretrizes e Bases da educação no País e os professores continuam sendo formados do mesmo jeito. Isso é preocupante”.

Leia a reportagem de O Estado de S. Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090607/vidae.htm

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