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Escolher uma escola que incentiva o empreendedorismo

O espírito empreendedor é nato na infância. As crianças começam a investir nos negócios, quando criam suas bancas de venda de limonada na porta de casa. Enquanto criança, temos mais facilidade de aprender coisas novas do que quando estamos mais velhos. Escolher.

A partir de 2020 a “Educação Financeira” passa ser obrigatória no currículo escolar como disciplina transversal. No entanto, algumas escolas privadas da capital já introduziram o empreendedorismo e as finanças no currículo, e uma delas começa a colher frutos com a criação de startups produtivas e gerenciadas por alunos mirins.

Tudo começou há 3 anos no Centro Educacional Pioneiro, escola da zona sul que atende boa parte dos filhos da comunidade nipônica, em São Paulo. Eram alunos do 4º ano, e se envolveram em um projeto de Iniciação ao Empreendedorismo com os Produtos das Composteiras. Gostaram tanto do trabalho, que o negócio cresceu.

Depois de pesquisarem muito sobre o universo do chorume e do húmus de minhoca, os alunos criaram vermicomposteiras e jogos programados no Scratch. Cada grupo criou sua startup, desenvolveu sua marca, slogan,  prototiparam seus produtos e criaram os materiais de comunicação e venda. No fim do ano de 2017, as startups Adushow, Composteria, PioAdubos, PioChorumus e PioComposta estavam prontas para entrarem no mercado.

No ano seguinte, em 2018,  as startups começaram o processo de diluição do chorume, envase e rotulagem dos produtos. Os alunos começaram a comercializar os produtos entre a comunidade escolar e com o lucro obtido, investiram na publicação “Aprender a Empreender” que explica, passo a passo, a jornada que eles traçaram na implementação do projeto de empreendedorismo. Para eles o próximo passo agora é comercializar o chorume fora dos muros da escola, projeto no qual estão trabalhando junto aos professores responsáveis.

Os colegas mais novos, que hoje estão no 5º ano, há dois anos estão envolvidos na criação de startups que desenvolvem brinquedos artesanais de baixo custo.

O processo todo (que dura dois anos até a venda do produto) promove a autonomia nos empresários mirins. “Eles adquirem maturidade e paciência durante o processo de geração do negócio”, diz a professora de ciências, Márcia Sacay.

Já os alunos do ensino fundamental II da Escola Stance Dual, no centro de São Paulo, têm a disciplina de empreendedorismo no currículo escolar. Com educação financeira introduzida ainda na educação infantil, os alunos Stance traçam seu percurso escolar com o selo da sustentabilidade – social, ambiental e econômica. Uma das ações que começou a ser desenvolvida este ano pelos alunos do fundamental II, é a criação de toucas e perucas de lã para a ong EntreLãçadas.

Leia mais sobre o projeto https://educacao.estadao.com.br/blogs/stance-dual/entrelacadas/