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Estados pedem mais tempo para mudar o ensino médio

Na primeira audiência pública para discutir o projeto, entidades cobram mais participação na discussão. Votação do parecer no Conselho Nacional de Educação foi adiada para julho
A velocidade da implantação de um novo ensino médio foi motivo de discórdia na primeira audiência pública para discutir o projeto de reforma proposto pelo Ministério da Educação (MEC), realizada na segunda-feira, dia 1 no Conselho Nacional de Educação (CNE). Representantes de diversas entidades da sociedade civil pediram mais tempo para debater as mudanças. Já o MEC quer executar a proposta em 2010.

O parecer do CNE deveria sair até 4 de junho, mas o conselheiro responsável pela relatoria, Francisco Cordão, adiou a votação para 2 de julho, informa a Agência Brasil. Segundo ele, o prazo foi ampliado porque é necessário receber “mais contribuições” de secretarias dos Estados, entidades, alunos e professores sobre o projeto. O MEC informa que o texto preliminar do parecer aprova a proposta.

O projeto, chamado ensino médio inovador, prevê que o atual modelo, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja substituído por quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Os alunos também devem ter um mínimo 20% de disciplinas optativas dentro do currículo e um aumento da carga horária mínima de 2,4 mil horas anuais para 3 mil.

Como o ensino médio é responsabilidade das redes estaduais, as secretarias de educação é que vão decidir se aderem ou não à proposta. O MEC ficará responsável por dar apoio técnico e financeiro. Ainda não está definido o número de escolas que vão participar do projeto nesse primeiro momento. Inicialmente, seriam 100 unidades.

A representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Aida Monteiro, afirmou que os Estados precisam ser amplamente ouvidos. “Nem sempre as secretarias estão preparadas para absorver essas mudanças. Para ampliar a carga horária é preciso ampliar contratações, rever a questão salarial”, disse.

A representante do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Maria Virgínia de Freitas, disse que o aumento da carga horária pode prejudicar muitos estudantes. “Muitos jovens já estão no mundo do trabalho. Nós temos que pensar em como inserir esse modelo na realidade diversa dessas pessoas, senão vamos atender só a alguns”, afirmou.

A agência de notícias do governo federal informou ainda que a formação dos professores é outro fator que dificulta a implantação do novo ensino médio em 2010, já que as atuais licenciaturas não formam docentes para o modelo curricular de quatro eixos mais amplos.

A secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, afirmou que pretende realizar oficinas nas escolas para ampliar a participação da comunidade escolar e disse que a proposta não pretende “inventar a roda”. “As experiências que já existem serão levadas em consideração, nós não vamos impor nenhum modelo”, disse.

O diretor de concepções e orientações curriculares de educação básica do MEC, Carlos Artexes, garantiu que o ministério vai respeitar a autonomia das secretarias de educação.

Sugestões podem ser encaminhadas ao Conselho até 15 de junho via internet para o email liaricci@mec.gov.br.владимир мунтян проклятьяполигон компания отзывыгалстук для мальчика купить