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Estados querem Enem obrigatório em 2010; MEC promete estudar

Inep diz ao jornal Zero Hora que montou um estrutura maior do que a da Receita Federal para atender 4 milhões de acessos simultâneos na internet

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) pediu ao Ministério da Educação que torne o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) obrigatório em 2010. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o diretor de Avaliação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, disse não saber se será possível adotar a obrigatoriedade a curto prazo.

“O conselho que reúne as secretarias de educação estaduais já solicitou estudo para tornar o Enem obrigatório. Vamos responder no próximo ano se é possível ou não. Não sei se será possível, pelo menos a curto prazo”, disse ele à repórter Lúcia Pires.

Com 4,5 milhões de inscritos, o novo Enem será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro em mais de 1,8 mil municípios brasileiros. As mudanças promovidas no Enem este ano fizeram várias instituições de ensino adotarem a nota do exame como critério para o processo seletivo, principalmente nas universidades federais.

Heliton informou que mais de 350 mil pessoas estarão envolvidas na prova para evitar possíveis fraudes. “Isso garante pelo menos duas pessoas em cada sala, além de fiscais externos e coordenadores”, disse. Ele reconhece que “a seriedade do processo tomou uma dimensão enorme” e garantiu que “logística está montada”.

Ele explicou que a divulgação dos resultados permitirá que cada escola saiba como está o aprendizado dos alunos. “As escolas vão saber como estão os alunos em cada habilidade medida”, afirmou. O Inep informará a média dos alunos por escola por uma pontuação. “A média valerá 500 pontos, com desvio padrão de cem pontos. Além disso, vai saber também o que conhece em cada área”, disse.

Heliton Tavarez informou ainda que estão sendo formados grupos de professores da educação básica, das universidades e institutos federais e de universidades estaduais e particulares para propor mudanças e aperfeiçoar a prova. “Queremos discutir e aprimorar o exame sempre, a cada edição. É um processo de construção”, afirmou.

Ele garantiu ao jornal Zero Hora que o Inep está preparado para atender os milhões de estudantes pela internet. “Esperamos 4 milhões de acessos simultâneos. Estamos investindo em uma megaestrutura maior do que a da Receita Federal. Durante as inscrições, chegamos a 221 mil acessos simultâneos e deu tudo certo”, disse.

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