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Estudantes brasileiros dão nota 7,5 para suas vidas

Os estudantes brasileiros de 15 anos dão nota 7,5 para o seu bem-estar de vida, contra 7,31 obtidos na média dos países ricos, revela a pesquisa “O Bem-Estar dos Estudantes”, o terceiro volume do último estudo do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2015, que entrevistou 540 mil jovens de 15 anos em 72 países.

Segundo reportagem da BBC Brasil, a pesquisa, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 17,5% dos adolescentes no Brasil já sofreram algum tipo de bullying.

A pesquisa pediu que os alunos avaliassem, em uma escala de 0 (“a pior vida possível”) a 10 (“a melhor vida possível”), o grau de satisfação com suas vidas.

Veja a íntegra do estudo (em inglês)

O levantamento mostra que 44,6% dos jovens brasileiros deram notas nove e dez para suas vidas. Nos outros países, este índice fica em 34,1%.  Já o número dos que se dizem “infelizes” (com notas de 0 a 4) no Brasil é de 11,8%, a mesma média dos países da OCDE.

 “O bem-estar dos alunos se refere ao estado psicológico, cognitivo, social e físico e as capacidades que o estudante precisa para viver uma vida feliz e com realizações”, diz a OCDE.

Bullying entre os estudantes

No Brasil, 17,5% dos estudantes afirmam sofrer algum tipo de bullying algumas vezes por mês. Na OCDE, a média é de 18,7%. Mas apenas 3,2% dos alunos brasileiros dizem sofrer violência física. A média de casos mais graves de bullying nos outros países é de 4,3%.

O relatório “O Bem-Estar dos Alunos” afirma que alunos com desempenho baixo sofrem mais bullying. “A proporção de vítimas de bullying é maior em escolas com alto percentual de estudantes que repetiram de ano, onde há pouca disciplina na sala de aula e onde alunos relatam ser tratados de forma injusta pelo professor”, diz o estudo, informa a BBC Brasil.

Internet

O relatório também revela que os estudantes de 15 anos no Brasil passam mais de três horas por dia na internet nos dias de semana, no período fora da escola.  É o segundo maior tempo gasto entre os países do estudo, ficando abaixo apenas do Chile (195 minutos). A média na OCDE é de quase duas horas e meia.

 A OCDE considera essa atividade como uma forma de estender o aprendizado. “As ferramentas da internet, incluindo redes online, mídias sociais e tecnologias interativas, estão criando estilos de aprendizado, onde jovens se veem como agentes de seu próprio conhecimento e podem aprender mais sobre o mundo”, afirma o estudo.

Outro indicador medido, a ansiedade, revela que a grande maioria dos alunos no Brasil (quase 81%) se sente “muito ansioso” mesmo quando bem preparado para as provas. É o segundo índice mais elevado entre os países analisados. A média dos países da OCDE foi de 55,5%.

Pais e professores

O jornal O Globo informa, também sobre a pesquisa da OCDE, que estudantes que têm pais interessados nas atividades escolares são 2,5 vezes mais propensos a estar entre as notas mais altas da escola e 1,9 vezes a estar muito satisfeitos com a vida.

Estudantes que recebem apoio e suporte dos professores em sala de aula são 1,9 vezes mais propensos a sentir que pertencem à escola do que aqueles que não têm esse apoio. Aqueles que percebem que os professores são injustos com eles têm 1,8 vezes mais chance de se sentir excluídos na escola.