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Estudantes ocupam escola contra terceirização e militarização em Goiás

A exemplo dos colegas de São Paulo, cerca de 250 estudantes ocuparam nesta quarta-feira, dia 9, o colégio estadual José Carlos de Almeida, em Goiânia, em protesto contra os projetos do governo estadual de terceirizar e militarizar as escolas.

Os estudantes fizeram uma manifestação na avenida Goiás e gritaram palavras contra o repasse de escolas para organizações sociais (OS) e contra a gestão de escolas pela Polícia Militar.

O Diário de Goiás relata que professores também estão na escola, que fechou há um ano para reformar e ainda não foi reaberta. Os manifestantes afirmaram que vão permanecer no local por “tempo indeterminado”.

A secretaria da educação informou que “o processo de desocupação dos estudantes na época foi tranquilo; eles foram remanejados para o colégio estadual Lyceu de Goiânia, que fica próximo à outra unidade”

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Joaquim Mesquita, disse que essa é uma questão que afeta a Secretaria de educação, mas que está à disposição para ajudar.

“A Secretaria de Educação vai tomar as providências que está no âmbito de sua atuação e caso, eventualmente, sinta ou necessite que precise do apoio da Secretaria de Segurança Pública, nós estamos aqui à disposição”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Educação informou que respeita o direito de expressão dos manifestantes e que a unidade ocupada foi fechada por falta de alunos.

De acordo com a nota, a gestão de escolas por entidades privadas “ocorre por meio de parceria, não de privatização ou terceirização”.

Também em nota, os estudantes dizem que o anúncio do governador Marconi Perillo e da secretária de Educação, Raquel Teixeira, sobre a implantação das Organizações Sociais foi “anti-democrático” e ocorreu sem diálogo com a sociedade civil, pais de alunos, professores e estudantes.

Eles exigem a imediata revogação do edital de contratação das OS, revogação da implantação do modelo de militarização das escolas e reabertura do colégio estadual José Carlos de Almeida.

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