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Estudantes ocupam universidade federais no Rio e na Bahia

Na UFRJ, cerca de 250 estudantes ocupam um dos salões da reitoria. Na UFBA, o protesto durou 10 horas

O protestos dos estudantes da USP, que ocupam a reitoria desde o dia 3 de maio, continua incentivando universitários de todo o Brasil e se organizarem e reivindicarem melhoria no ensino. Na quinta-feira, os estudantes ocuparam as universidades federais do Rio de Janeiro e da Bahia.

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Governador, subúrbio da cidade, cerca de 250 estudantes ocupam um dos salões da reitoria desde as 14h da quinta-feira, informa o site G1. Também na quinta, dezenas de estudantes ocuparam a reitoria da Universidade Federal da Bahia, em Canela, diz o jornal Correio da Bahia

Os estudantes cariocas dizem que o objetivo da manifestação é protestar contra o Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni, do governo federal.

De acordo com Bernardo Lima, de 24 anos, estudante de História, a aprovação do Reuni prejudicaria a qualidade das universidades federais e principalmente os alunos. “Com a aprovação, as universidades terão que se adequar a este projeto. Dizer sim à aprovação semi-automática é acabar com a qualidade das universidades públicas o jovem. É um projeto que privilegia a expansão do ensino privado em detrimento do ensino público”, disse.

Os alunos fazem parte da “Frente de Luta contra a Reforma”, um movimento em conjunto da Conlute (Coordenação Nacional da Lutas dos Estudantes) com a ‘Frente de Oposição Esquerda da UNE (União Nacional dos Estudantes). Eles reivindicam ainda melhorias na infra-estrutura do campus.

Segundo o estudante de Letras, Bruno Rabello, de 25 anos, a UNE não aderiu ao movimento e chegou a ser vaiada por outros alunos. “Queremos deixar claro que não estamos contra a UNE, mas sim contra a idéia dela acreditar e ser a favor do Reuni”, afirmou. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, está numa viagem institucional, na França, segundo os alunos.

O G1 procurou a direção da reitoria da universidade, mas ela não foi localizada.

Na Bahia, o protesto foi em “solidariedade” aos colegas da USP, mas eles também reivindicam “uma política efetiva de assistência estudantil” e eleição direta para reitor, sem envio da lista tríplice para escolha do governo federal. O protesto simbólico durou 10 horas.

Líder da ocupação, o presidente da União de Estudantes da Bahia (UEB), Juremar Oliveira, afirma “que apóia a ocupação da reitoria da USP, por alunos e funcionários, em defesa da autonomia universitária”. Ele critica ainda a forma de como os reitores são escolhidos. Atualmente, após o pleito, a universidade apresenta a lista dos três nomes mais votados (a tríplice), para que um seja escolhido pelo ministro da Educação, que não necessariamente tem que nomear o mais votado. “O reitor precisa ser escolhido direito pela comunidade universitária sem anuência do governo, seja de que partido for”, diz.

As entidades querem ainda que as universidades federais de todo o país reservem 14% dos seus orçamentos para ações de assistência estudantil. “Os índices, em média, giram em torno de 6% ou 7%. Achamos que os recursos para ajudar estudantes carentes têm que ser levados”, afirma Oliveira.

O vice-reitor, Francisco Mesquita, reuniu-se com uma comissão dos ocupantes e afirmou que o índice de 14% para política de assistência a estudantes carentes “pode ser discutida”. Ele disse que a Ufba reservou para este ano R$ 6,8 milhões para ações deste tipo – em torno 17% do orçamento de cerca de 38 milhões.

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