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Estudantes voltam às ruas contra cortes na educação; ministro ironiza

Estudantes, professores e profissionais da educação voltaram às ruas nesta terça-feira, dia 13 de agosto, em diversas cidades do Brasil para protestar contra os cortes no orçamento da educação e em defesa da autonomia das universidades públicas.  Não houve registro de incidentes.

O ministro da Educação, Abraham Weinbtraub, se manifestou no twitter com postagens ironizando os atos.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) já marcou um novo protesto para o dia 7 de setembro, dia da independência.

Segundo os principais veículos de comunicação, o número de manifestantes nesta terça-feira foi menor que nos dois outros atos deste ano.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ocorreram atos em pelo menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal, informa a Agência Brasil.

Levantamento do portal G1 relata que 85 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal registraram atos contra o MEC.

A UNE estimou que os protestos tenham reunido cerca de 900 mil pessoas pelo país, escreve o jornal Folha de S. Paulo.

É o terceiro protesto só este ano. Todos foram convocados por sindicados e entidades estudantis. O G1 informa que a primeira manifestação, dia 15 de maio, aconteceu em ao menos 222 cidades de todos os estados e do DF. A segunda, em 30 de maio, registrou atos em pelo menos 136 cidades de 25 estados e do DF.

A UNE também protestou contra a proposta do MEC de criar o programa Future-se, que altera a autonomia administrativa, financeira e a gestão das universidades e institutos federais.

Em Brasília, a manifestação começou cedo, com o fechamento da rodovia DF-075, que liga o centro da capital federal a outras regiões administrativas no sentido de Goiânia. Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o bloqueio de verbas para a educação, o grupo queimou pneus, interrompendo parcialmente o tráfego de veículos.

Os manifestantes também se concentraram no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Três faixas do Eixo Monumental foram bloqueadas, enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Congresso Nacional.

A Secretaria de Educação do Distrito Federal não suspendeu as aulas nas quase 700 escolas públicas da rede de ensino. Já a Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as atividades.

No Rio de Janeiro, a manifestação reuniu milhares de pessoas no Centro. O policiamento foi reforçado. As lideranças da manifestação discursaram, com apoio de um carro de som, criticando a redução de verbas para a educação e as reformas econômicas em curso no Congresso. A chuva acabou dispersando os manifestantes. Houve também manifestação em Campos dos Goytacazes e Macaé.

Em São Paulo, o ato foi na Avenida Paulista. O estudantes se posicionam contra os cortes da educação e fecharam a pista. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o ato foi um tanto esvaziado numa tarde fria e chuvosa. Os manifestantes desceram pela rua da Consolação rumo à praça da República, onde o ato se encerrou sem incidentes por volta das 20h20.

Em Piracicaba, no interior, um grupo de estudantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) realizou uma passeata pelas ruas da cidade. Em São Carlos, estudantes da USP e da Federal de São Carlos (UFSCar) saíram em passeata com faixas e cartazes. Também houve atos em Campinas, Sorocaba, Limeira, Salto, Jaú, Assis, Botucatu, Bauru, Marília, Ribeirão Preto e Franca.

No Recife, a Universidade Federal de Pernambuco não suspendeu as aulas, mas professores e técnicos de vários departamentos dos três campi (Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão) aderiram ao movimento e não compareceram ao trabalho. Alunos de outras instituições, como o Instituto Federal, também não tiveram aulas. Além da capital, manifestações foram agendadas em, pelo menos, outras quatro cidades do estado: Arco Verde, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, de acordo com a CNTE.

Em Salvador, manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande, de onde saíram em caminhada até a Praça Castro Alves. Expondo faixas e cartazes, o grupo pediu mais investimentos em educação. Manifestação semelhante ocorreu em Feira de Santana, Itabuna, Vitória da Conquista e Juazeiro.

Em Fortaleza, os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica. Participam professores, estudantes e outros trabalhadores da educação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao menos 12 cidades cearenses sediaram alguma atividade alusiva à mobilização ao longo do dia, entre elas Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca.

O levantamento do G1 indica protestos em Teresina, Maceió, Arapiraca (AL), Porto Alegre, Santa Maria (RS), Passo Fundo (RS), Caxias do Sul e Pelotas.

Na Paraíba, registrou atos em Campina Grande e João Pessoa. No Amapá, uma aula pública as manifestação de professores, estudantes e técnicos da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Em Mato Grosso, manifestantes fizeram protesto em Cuiabá e em Rondonópolis.

Em Mato Grosso do Sul, houve atos em ao menos cinco cidades – Campo Grande, Três Lagoas, Dourados, Nova Andradina e Corumbá.

Em Minas, houve protestos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em Divinópolis, Juiz de Fora e Uberlândia.

Em Sergipe, professores e estudantes paralisaram as atividades na Universidade Federal e no Instituto Federal de Sergipe.

No Pará, manifestantes se concentraram na Praça da República, em Belém. A UFPA e a UFRA paralisaram as atividades. Em Marabá também ocorreram manifestações.

Em Santa Cataria, foram registrados atos na capital Florianópolis, Joinville, Caçador, Chapecó, Curitibanos, Jaraguá do Sul e Blumenau.

No Paraná, estudantes, professores e funcionários da área da educação pararam em Curitiba, Cascavel e Guarapuava.

Em Natal, professores, estudantes, centrais sindicais e sociedade civil organizaram uma manifestação no centro. Também houve um ato em Mossoró.

Em Goiânia, a manifestação foi na Praça Universitária, com apoio de sindicados e movimentos estudantis.

Em São Luís, professores, estudantes e servidores públicos participaram na praça Deodoro, na região central, e saiu em caminhada em direção à avenida Beira-Mar.

Em Manaus, o protesto foi no Centro de Manaus, com  interdição parcial da avenida Epaminondas.

Em Vitória, o protesto ocorreu em dois campi da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e também no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

Em Porto Velho, estudantes e professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) fizeram ato na praça das Três Caixas d’Água, no centro.

Em Boa Vista, a concentração ocorreu na Universidade Federal de Roraima (UFRR), com passeata até o Centro da cidade.

Em Palmas, um ato contra cortes na educação ocorreu na Praça dos Povos Indígenas. Houve uma manifestação em Peixe, no sul do estado.

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