by /0 comments

Estudo revela que carreira de professor é pouco atrativa

Alunos de pedagogia são de famílias de baixa renda e têm mães com pouca escolarização, diz o jornal Folha de S. Paulo

Baixos salários e desvalorização profissional são os principais entraves para os estudantes optarem pela carreira de professor, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Um estudo da Fundação Lemann e do Instituto Futuro Brasil, com base no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), identificou que os alunos de pedagogia são de famílias de baixa renda e têm mães com pouca escolarização.

“Para melhorar a qualidade de ensino, o Brasil precisa criar uma nova estrutura para atrair um outro perfil de pessoas para a educação”, afirma a coordenadora do trabalho, Paula Louzano, doutora em educação pela Universidade Harvard (dos Estados Unidos).

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, a profissão de professor está desprestigiada. “Como a profissão é desprestigiada, a maioria daqueles que escolhem trabalhar como professor o faz porque o curso superior na área é mais fácil de entrar, barato e rápido”, disse ele ao repórter Fábio Takahashi. “O pobre, que estuda no caos que é hoje a escola pública, vê na pedagogia uma das poucas opções possíveis de chegar ao ensino superior “.

O estudo diz que os professores públicos ganham quase 17% menos do que os trabalhadores do setor privado. A diferença, porém, vem caindo, diz o jornal: os docentes da rede pública ganhavam 61,9% a menos em 1995, percentual que diminuiu para 16,8% em 2006.

“O salário ainda tem influência, mas não parece ser mais o fator primordial para a baixa atratividade para a carreira docente”, afirma a coordenadora do estudo. “Faltam estudos sobre o assunto. Mas a minha impressão é que as condições de trabalho, o dia-a-dia na sala de aula, têm um peso grande”.

Para o professor da Unicamp Dermeval Saviani, um forte aumento salarial é essencial. “Se o professor ganha na média brasileira, ele ganha mal, principalmente porque é uma profissão que exige muito. Além disso, a carreira está tão desvalorizada que ela precisa de um choque”, diz.

O pesquisador da FGV-RJ Samuel Pessoa diz é preciso diferenciar os bons profissionais. “É preciso criar mecanismos que permitam a diferenciação a partir de medidas objetivas de desempenho. Os mais talentosos ganham mais. Isso muda o perfil do corpo docente”, diz.

O presidente da CNTE afirma ser necessário, “além de aumento salarial, melhores condições de trabalho, como diminuição da jornada de trabalho e redução de alunos por sala. Tudo isso melhoraria a imagem da carreira”.

Leia a íntegra da matéria da Folha de S. Paulo

купить косметику киевразработка бренда ценаmillstream