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Evasão nas universidades de São Paulo chega a 27%

Nos últimos 10 anos, o número de abandono cresceu muito mais na rede privada: 290 mil contra 25 mil nas instituições públicas

Cerca de 27% dos alunos matriculados no ensino superior paulista não concluem o curso, revela um levantamento do pesquisador Oscar Hipólito, do Instituto Lobo, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira, dia 3. Há 10 anos, este percentual era de 18%.

Em 2009, 315 mil estudantes de São Paulo abandonaram o curso. O Estado tem hoje 1,4 milhão de estudantes. Na média nacional, a evasão ficou quase estável entre 2000 e 2009.

O número de abandono cresceu muito mais na rede privada. De acordo com o pesquisador, quase 25 mil alunos deixaram de se matricular nas instituições públicas e, nas privadas, mais de 290 mil.

Na opinião dele, “a raiz do problema está na falta de recursos dos alunos para arcar com o custo das mensalidades e para a própria manutenção”. Ele defende a ampliação do financiamento de longo prazo e juros baixos para cobrir os custos da mensalidade e manutenção do estudante. “Vivemos um paradoxo: se por um lado precisamos urgentemente expandir nosso sistema de ensino superior (menos de 13% dos jovens entre 18 e 24 anos estão na universidade), por outro não conseguimos incorporar alunos para vagas já oferecidas”, escreve ele em artigo no jornal.

Os repórteres Fábio Takahashi e Patrícia Gomes ouviram a opinião de três especialistas. O diretor-executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, disse que os “alunos chegam com deficiência acadêmica, com dificuldade para acompanhar as aulas”. Para ele, os alunos da classe C, sem ProUni, são os que mais abandonam os cursos. “Para ser escolhido no programa, é preciso ter ido bem no Enem. São alunos preparados”, disse ao jornal.

Para o pesquisador da Universidade Federal de São Carlos, José Carlos Rothen, uma possível explicação para o aumento da evasão é a dificuldade de os alunos se manterem no curso.

O consultor de universidades Carlos Monteiro disse que “a maior oferta de vagas fez cair as mensalidades e, com isso, as classes C e D entraram mais. Mas, além da mensalidade, há valores adicionais [transporte, material, alimentação] que acabam tornando o custo proibitivo”, disse Segundo ele, a situação é agravada porque há menos vagas nas universidades públicas.

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