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Expansão do ensino superior e profissional federal abrirá 850 mil vagas, calcula o MEC

Estão previstos a criação de quatro universidades federais, a abertura de 47 câmpus e a construção de 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia
A terceira fase da expansão do ensino superior e profissional federal, anunciada nesta terça-feira, dia 16, deverá abrir 850 mil até 2014, calcula o Ministério da Educação.

Estão previstos a criação de quatro universidades federais (na verdade, são três câmpus que serão transformados em universidades – no Pará, Ceará e duas na Bahia), a abertura de 47 câmpus e a construção de 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, espalhados em todo os Estados.

O governo federal informa que vai investir R$ 7 milhões por unidade de educação profissional e R$ 14 milhões no câmpus universitário.

Para definir os locais e os números de unidades educacionais, o MEC considerou uma série de critérios, entre eles os baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a porcentagem de jovens de 14 a 18 anos nas séries finais do ensino fundamental. Também levou em conta a porcentagem de pobreza, municípios ou regiões com população acima de 50 mil habitantes e os municípios com arranjos produtivos locais.

As novas universidades federais serão instaladas no Pará, na Bahia e no Ceará. A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona o câmpus Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA).

A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte. Ela será instalada na atual estrutura do câmpus Cariri, que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFCE).

A Bahia ganha duas instituições. A Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) com sede em Barreiras, onde atualmente funciona o câmpus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que terá sede em Itabuna.

Outras 12 universidades federais, de 11 estados, ganharão 15 câmpus. No Pará, a UFPA ganha um câmpus; na Bahia, a UFBA e a UFRB, um câmpus cada uma; no Ceará, a UFCE (2); em Pernambuco, a UFRPE (1); em Goiás, a UFG (2); no Maranhão, a UFMA (1); no Mato Grosso, a UFMT (1); em Minas Gerais, a UFVJM (2); em São Paulo, a Unifesp (1); em Santa Catarina, a UFSC (1); no Rio Grande do Sul, a UFSM (1).

Até o fim de 2012, o governo federal deve concluir a implantação de 20 unidades, distribuídas entre 12 universidades federais localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Essa ação atenderá 20 municípios de oito estados. Entre as instituições com maior número de unidades, se destacam a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que se expande para sete municípios, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que amplia sua presença nas cidades de Mauá, Osasco, Buri e na Zona Leste da capital.

Prefeitos de 120 municípios assinam nesta terça-feira o compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de unidades de educação profissional. A concretização das novas escolas deve acontecer em 2013-2014. As 27 unidades da Federação estão contempladas: Acre (um município), Alagoas (4), Amapá (2), Amazonas (4), Bahia (9), Ceará (6), Distrito Federal (uma cidade), Espírito Santo (2), Goiás (5), Maranhão (8), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (3), Minas Gerais (6), Pará (5), Paraíba (6), Paraná (6), Pernambuco (9), Piauí (4), Rio de Janeiro (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (7), Rondônia (1), Roraima (1), Santa Catarina (3), São Paulo (8), Sergipe (4) e Tocantins (2).

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, reivindicou que as universidades tenham projetos de extensão universitária urbana para que os estudantes possam participar das ações de alfabetização de jovens e adultos. “Nossa proposta é que a UNE trabalhe para ampliar o projeto de erradicação do analfabetismo”, disse.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que representou os governadores, destacou que o desafio dos gestores é formar professores para lecionar nas novas escolas de educação profissional.

Já a prefeita de Montanha (ES), Iracy Baltar, que representou os prefeitos, disse que a expansão possibilitará melhor qualificação dos trabalhadores em todas as áreas.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu que “a área econômica deu o aval para a contratação dos profissionais necessários para essa expansão”.

Na solenidade, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo está “fazendo em poucos anos o que não foi feito nos últimos 100 anos”.лобановский классдепутат лобановскийno deposit mobile