by

A falta de empatia nas redes sociais mobiliza escolas

É bem assustador a falta do bom comportamento humano nas redes sociais. Dá a impressão de que a internet é terra de ninguém, onde as pessoas demonstram não ter empatia ao próximo e sequer imaginam o mal que podem causar ao seu semelhante. É triste, mas é real!

Pesquisas recentes sobre os hábitos de consumo digital do jovem, mostram que estão cada vez mais avessos aos problemas causados pelo excesso de uso das redes.

Não é de hoje que o Centro Educacional Pioneiro, escola na zona sul da capital, investe na formação e conscientização dos seus alunos em tempos digitais. Com equipe de profissionais capacitados em Tecnologia da Educação, de Orientação Educacional e junto aos educadores das diversas áreas do conhecimento, desde 2011 a escola reforça os cuidados necessários que qualquer usuário deve ter no ambiente virtual. Mas este ano, o trabalho se intensificou.

Com a incorporação no currículo da Competência 5 da BNCC – Cultura Digital – o Pioneiro iniciou 2019 com o projeto piloto “Todos por uma internet mais positiva: conexões e interações pulsantes na escola”. Em vários encontros durante o ano, os alunos do F1 irão refletir e criar campanhas de conscientização acerca de temas como proteção de dados pessoais, cyber bullying, presença e rastro digital, compartilhamento de fotos e vídeos.

Em paralelo, a escola criou um “espaço” chamado de Solte o Verbo, onde incentiva  os alunos – anonimamente – a narrarem  as histórias  que vivenciaram, ou ouviram,  que envolvem pessoas em situações de violência, fraude, cyberbullying, chantagem, preconceito, falta de empatia e etc.

A ideia, segundo a coordenadora de Tecnologia Educacional, Debora Sebriam é provocar o aluno à seguinte situação: Você já viveu alguma dessas situações ou conhece alguém que já?

“Queremos coletar narrativas reais sobre esses temas e transformá-las em um convite sensível a ver a vida pelas histórias dos outros! A empatia, talvez seja uma das habilidades socioemocionais mais urgentes do século XXI. Por isso, inspirados por Roman Krznaric, queremos criar o Museu da Empatia do Pioneiro”, diz Debora. Para ela, é importante que outras pessoas andem por aí com seu sapato, e aprendam com suas histórias.

“Compartilhar as nossas más experiências online dessa forma podem contribuir para abrir os olhos do agressor, para que pessoas que passam pelo mesmo problema possam buscar apoio e, para ao menos, tentar fazer com que o mundo seja mais leve”, explica.