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Fila para creche bate recorde em São Paulo

174.168 crianças esperam matrícula, relata o jornal O Estado de S. Paulo. Hoje, a administração de 75% das creches é terceirizada

A fila por uma vaga nas creches da rede municipal de ensino de São Paulo bateu recorde em setembro: 174.168 crianças esperam matrícula. O jornal O Estado de S. Paulo destaca que prefeito Gilberto Kassab (PSD) prometeu vagas para todos até o fim de 2012.

A repórter Adriana Ferraz relata que a falta de vagas é resultado de uma série de projetos malsucedidos. A prefeitura já tentou firmar parcerias com a iniciativa privada para a construção de creches e anunciou que alugaria prédios reformados. Até agora, só tem conseguido assinar convênios com entidades que já oferecem o serviço.

Hoje, a administração de 75% das creches é terceirizada. O município repassa às entidades um valor mensal por criança atendida (o jornal não informa o valor) e não precisa contratar funcionários. Em 70% desses casos, o prédio da creche pertence à entidade.

A Secretaria Municipal da Educação informou ao jornal que tem dificuldades para encontrar terrenos livres nos bairros com maior procura. No Grajaú, na zona sul, por exemplo, 7.891 crianças estão cadastradas na fila, a maior da cidade, e a espera passa de um ano.

O jornal relata que a solução são as chamadas babás comunitárias – mulheres que cuidam bebês da vizinhança a um preço bem mais em conta que o cobrado normalmente pela rede particular. “São creches clandestinas, que não oferecem segurança aos pais nem são fiscalizadas pela prefeitura”, afirmou o conselheiro tutelar João Alves, do Grajaú.

A reportagem informa que muitos pais procuraram a Justiça para garantir o direito dos filhos. O defensor público Luiz Rascovski informa que cerca de 20 a 30 pedidos são registrados por dia no órgão. “Apesar de todos os nossos esforços, as respostas da prefeitura têm sido sempre negativas. Aí, o jeito é acionar a Justiça. Mas atualmente as vagas não são abertas nem assim”, disse ele a O Estado de S. Paulo.

O secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, disse que fila recorde é resultado da mudança na política de matrículas. “Até dezembro de 2010, as creches atendiam crianças de 0 a 3 anos. Agora, a idade chega a 3 anos e 11 meses. Quando assumimos a prefeitura, havia 60 mil matrículas nessa primeira faixa etária. Hoje, são 130 mil”, afirmou.

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