by /0 comments

Financiamento estudantil fica mais fácil para cursos de licenciatura

Não há mais a exigência de fiador para cursos de licenciatura e para alunos com renda familiar de até um salário mínimo e meio per capita
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não terá mais a exigência de fiador para cursos de licenciatura e para alunos com renda familiar de até um salário mínimo e meio per capita, de acordo com portaria do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, dia 21.

Também podem pedir dispensa do fiador os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que queiram financiar o restante da mensalidade.

O novo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) será mantido pelo Tesouro Nacional e pelas instituições de ensino que quiserem aderir ao novo modelo. Elas terão que repassar para o FGEDUC parte do que recebem do MEC pelos alunos matriculados no Fies.

O estudante tem de optar pelo Fies sem fiador no momento da inscrição ao programa e verificar se a instituição na qual pretende ingressar também aderiu. A adesão das instituições é voluntária, pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies).

Outra mudança é a renegociação do prazo de pagamento dos contratos antigos. Os estudantes que tenham firmado contrato até 14 de janeiro deste ano podem pedir a revisão do prazo de quitação para até três vezes o período de utilização do financiamento, acrescido de doze meses.

Um estudantes de um curso com duração de quatro anos, por exemplo, terá até 13 anos para pagar a dívida, contados a partir da formatura. Para verificar o novo valor da parcela, um simulador está disponível na página eletrônica do Fies.

O pedido de renegociação deve ser feito pelo estudante no SisFies e formalizado pelo estudante e por seu fiador na agência bancária na qual a operação foi contratada.

Desde abril deste ano, o estudante pode aderir ao programa a qualquer momento. Outra mudança foi a redução dos juros de 6,5% para 3,5% ao ano. Com essas medidas, cresceu o número de contratos: foram 58 mil de janeiro a setembro de 2010, contra 32 mil firmados em 2009.

O ministro Fernando Haddad acredita em uma grande adesão das universidades ao novo modelo. Segundo ele, todas as instituições de ensino que já fazem parte do programa devem aderir ao Fies sem fiador até o fim do ano.

Para oferecer essa opção ao aluno, a universidade precisa concordar com a retenção de recursos para a composição de fundo garantidor que também terá a participação da União. Dos recursos recebidos pela universidade referentes às mensalidades dos alunos do Fies sem fiador, 7% deverão ser repassados ao fundo.

Para Haddad, as instituições de ensino terão interesse em aderir porque ganharão novos alunos. Além disso, o índice de inadimplência nas instituições de ensino superior hoje é de 17% e o pagamento repassado pelas mensalidades de quem tem o Fies é feito em dia. “Elas [universidades] tem uma inadimplência de 17% e o Fies paga rigorosamente em dia e são alunos novos, que não podem pagar e não têm fiador. É uma demanda nova que ela vai absorver.”михаил безлепкин органыkosmetichkaplay ultimate texas holdem online