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Formação de professor é maior na educação a distância

Em 2002, o ensino presencial formava 98% dos estudantes de pedagogia e Normal Superior. Em 2009, 55% dos formados fizeram curso a distância, noticia a Folha de S. Paulo

A educação a distância forma hoje a maior parte dos futuros professores que darão aulas na educação infantil e no fundamental 1, revela reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira, dia 4.

Dados do Censo da Educação Superior mostram que em 2002, o ensino presencial formava 98% dos estudantes de pedagogia e Normal Superior. Em 2009, 55% dos formados fizeram curso a distância.

A reportagem de Angela Pinho informa que um estudo do Ministério da Educação, com formandos de 2005, revelou que os alunos dos cursos presenciais tiveram melhores notas do que os colegas dos cursos a distância no Exame Nacional de Desempenho Estudante (Enade).

O ministro Fernando Haddad afirmou ao jornal que “sempre que possível, o ensino presencial deve ser a prioridade”. No entanto, ele reconhece que o aluno muitas não tem tempo e também não há curso presencial na cidade.

Segundo ele, para evitar o crescimento desordenado dos cursos a distância, o MEC aumentou a fiscalização e proibiu o Financiamento Estudantil (Fies) para esta modalidade de ensino.

A Folha de S. Paulo ouviu dois educadores e abriu espaço para um artigo sobre o tema. Na opinião da professora aposentada e consultora Regina de Assis, a educação a distância só deveria ser adotada em locais distantes dos grandes centros. “Nada substitui a interlocução do aluno no momento em que surge a dúvida”, afirmou.

Já o professor Francisco Botelho, do comitê científico da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), há “preconceito” contra o ensino a distância. “Há condições de garantir qualidade em qualquer modalidade de ensino”, disse.

Em artigo, a professora Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp, cita os prós e contra dos dois modelos, mas ressalta que “a identidade profissional é uma trama cognitivo-afetiva complexa” e que “tal identidade implica uma presencialidade que o ensino à distância não oportuniza”.

Na visão dela, “experiência já mostrou que não é possível fazer uma transposição simples de conteúdos” do modo presencial para o a distância e não há garantia de “equidade de nível entre os dois formatos”.

Ela critica ainda “o fato de uma estratégia de aprendizagem com adequação e eficácia não comprovadas ter sido transformada em política pública voltada quase exclusivamente à formação de professores”.

Ela admite que o Brasil precisa de mais professores, mas adverte que também precisa de médicos e não há “uma política oficial de formação de médicos a distância”. Na visão da professora da Unicamp, o fato revela que a “educação ainda não é a grande meta dos governantes”.

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