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Formação de professor melhora com curso de qualidade, salário e carreira

Professores, sindicalistas e membros do Conselho Nacional de Educação comentam o plano lançado pelo Ministério da Educação
Para melhorar a formação dos professores das escolas públicas brasileiras são necessárias três ações básicas, segundo professores, sindicalistas e membros do Conselho Nacional de Educação (CNE) ouvidos pezxla Agência Brasil: cursos de qualidade, bons salários e uma carreira atrativa.

Na opinião do integrante da Câmara da Educação Básica do CNE e presidente do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves, as licenciaturas não são prioridade das instituições de ensino superior e muitos alunos que hoje ingressam nas licenciaturas chegam com deficiências no aprendizado. “E as universidades não têm sensibilidade para trabalhar e acolher esse aluno. Muitos não passam do primeiro semestre”, destacou.

Para Mozart, que é professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o plano de formação dos professores lançado pelo Ministério da Educação na segunda-feira é importante, mas ele defende também uma reforma na carreira dos professores e a valorização salarial para atrair os jovens para as licenciaturas. “Os melhores alunos ainda vão para medicina, direito ou engenharia e para ter os melhores professores temos que ter os melhores alunos do ensino médio”, disse.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, também destacou a necessidade de se criar uma carreira estruturada para atrair a juventude para o magistério. “É preciso dar aos professores uma perspectiva de futuro, mas nem o piso de R$ 950 os estados e municípios estão querendo pagar”, criticou.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Marcia Sigrist Malavazi, disse ser imprescindível que o curso de formação de professores tenha qualidade. Na opinião dela, o plano é bem-vindo, mas “verificar qual é o tipo de formação oferecido é fundamental”.

A coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, Regina Scarpa, também defendeu melhoria nos cursos de formação de professor. “Se as faculdades não estiverem preparadas para ensinar aqueles que vão ensinar, é a mesma coisa que secar gelo. Estas instituições que vão receber os professores devem reformular seus currículos, oferecendo aulas de didática, preparando os docentes para exercer seu ofício”, afirmou à agência de notícias do governo federal.

Para a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, o plano garante o direito de ir e vir de alunos e professores. “”Este pacote permite que o aluno que estude no Ceará tenha o mesmo nível no Rio Grande do Sul. Assim, tanto os estudantes poderão ir e vir em todo o país sem ter prejuízo em sua educação como será mais fácil para os professores arrumarem emprego em qualquer lugar do Brasil”, disse ela, que também integra a Câmara Básica do Conselho Nacional.телеканал возрождение владимир мунтяналександр лобановский игоревичIDLamp