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Fórum Mundial debate Educação Cidadã para uma Cidade Educadora

Evento em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, discute a diversidade cultural e a arte como forma de educação e também o combate à violência nas escolas.Veja as fotos

 

Mazé Mixo/Prefeitura de Nova Iguaçu

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A caminhada de cinco quilômetros pelas ruas da cidade reuniu diversos movimentos culturais e sociais

Uma passeata com 5 mil pessoas abriu o Fórum Mundial de Educação nesta quinta-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, informam a Agência Brasil e a prefeitura da cidade. Com o tema “Educação Cidadã para uma Cidade Educadora”, o evento discute até domingo a diversidade cultural e a arte como forma de educação e o combate à violência nas escolas, entre outros temas.

 

Já a “Conferência Educação, Cidadania e Políticas Públicas na Construção da Cidade Educadora” abriu os trabalhos com a participação de educadores, estudantes, professores e especialistas de vários países, relatam Márcia Galdino e Kayo Iglesias, da assessoria de imprensa do fórum.

Raízes

A caminhada de cinco quilômetros pelas ruas da cidade reuniu diversos movimentos culturais e sociais. Grupos como Afro Reggae, Afoxé Maxambomba e Circo Baixada fizeram apresentações. “Temos que saber de onde vieram nossas raízes. Na língua portuguesa, por exemplo, temos a influência de palavras do idioma banto, como a palavra mulata, bunda e também instrumentos musicais como o agogô”, disse Arelene Katendê, do grupo Maxambomba.

Vários manifestantes protestaram contra a violência nas escolas, vestindo capuzes pretos e entregando rosas vermelhas ao público. “Sabemos dos problemas com a violência em Nova Iguaçu, mas queremos discutir o assunto e resolvê-lo. Mostrar que temos outras coisas mais importantes na cidade, como os moradores”, disse um dos coordenadores do evento Rômulo Sales.

 

 

Liberdade de expressão

 

Para Maria Antonia Goullart, também coordenadora, o fórum é um espaço para debater a educação além dos muros das escolas. “Percebemos que a discussão sobre as formas de aproximação entre a escola e outros atores sociais, outros espaços sociais, outras oportunidades educativas é o que deve dar o tom nesse fórum”, disse ela à Agência Brasil.

Na opinião de Salete Valesan, presidente Instituto Paulo Freire, em São Paulo, o Fórum Mundial de Educação é um espaço livre para o pensamento e a expressão de idéias sobre os rumos da educação. “O fórum é um espaço aberto a todas as pessoas, independentemente de classe social, idade, raça, religião ou partido político. Todos podem participar e expressar suas idéias para a melhoria da educação”, disse ela ao site da prefeitura.

Educação é Direito Humano

Já a primeira Conferência de trabalho do Fórum Mundial de Educação, formada por representantes europeus e latinos, discutiu a importância de políticas públicas que tratem de direitos humanos, cidadania e educação de qualidade.

Para o chileno Guilhermo Williamson, professor associado do Departamento de Educação da Universitad de la Frontera, “o direito à educação de qualidade, cultural, contributiva ao desenvolvimento social, por ser um direito humano, é uma condição necessária para se constituir em cidadão e cidadã e exercer a cidadania como sujeito de direito”.

Direitos e deveres

Envolver a sociedade e exercer plena cidadania para que os todos construam cidades educadoras foram algumas das questões defendidas pela professora e coordenadora Científica do Doutorado Internacional em Educação da Universidade de Siegen, Alemanha, Maria Benites, informam os repórteres do fórum Márcia Galdino e Kayo Iglesias.

“A cidadania e sua forma de poder democrático exigem do cidadão o cumprimento de seus deveres para ter acesso aos seus direitos. O cidadão deve pagar imposto para ter tais direitos assegurados, e na verdade os deveres devem ser cumpridos, mas os direitos foram transformados em serviços devido à impossibilidade de o Estado cumprir com tais direitos”, afirmou.

Ideais e índios

Para Agostinho Reis Monteiro, doutor em Direito Internacional da Educação pela Universidade de Lisboa, os ideais de uma cidade educadora não morrem, renascem. “Temos o direito e a responsabilidade de exigir uma educação com qualidade de direito do ser humano”, afirmou.

Tuniko Benites, representante do Instituto Tamoios, defendeu mudanças no modelo de ensino didático em relação ao povo indígena. “O modelo como somos tratados nos livros, sempre o nu, o ignorante, que tem sempre o que aprender e nada a ensinar, quero uma educação indígena, com professores indígenas e que possa ter garantido a cultura, a língua e os costumes. Nós acreditamos num futuro melhor”, afirmou.

O site oficial do Fórum Mundial de Educação

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