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Governo de São Paulo atrasa salário de professores temporários

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, há casos em que o pagamento está previsto somente para junho

Uma parte dos professores temporários da rede estadual de São Paulo está sem receber salário desde o começo das aulas, há três meses. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, há casos em que o pagamento está previsto somente para junho.

Em nota ao enviada ao repórter Paulo Saldanã, a Secretaria de Educação não informou quantos professores estão sem receber. Disse apenas os casos são pontuais e que “as diretorias de ensino serão orientadas a verificar casos de profissionais que eventualmente não tenham recebido seus vencimentos”. A secretaria não deu prazo normalizar a situação.

O jornal diz que entrevistou 12 professores temporários que trabalham em vários locais da capital e do interior. A professora Carina Siqueira, de 24 anos, da escola Maria Isabel Fontoura, na zona rural de Cachoeira Paulista, no interior, disse que a situação é “humilhante”. “Estou dando aulas desde a primeira semana de fevereiro e não recebi nada até agora. Estou pedindo dinheiro para meu pai. Só estou comendo por causa dele e de bicos que tenho feito”, afirmou.

Janice Aparecida da Silva, de 40 anos, professora no Estado desde 1991, recebeu em fevereiro e maio, mas abaixo do normal. “Não consegui comprar os remédios que são de uso contínuo. Ninguém explica nada. Na escola, a culpa é da secretaria. Na diretoria de ensino, é da secretaria, que diz que a culpa é da Fazenda”, disse ela, que trabalha em uma escola na zona sul da capital.

Na mesma escola, pelo menos três professores estão sem pagamento. “Estou contando com ajuda da minha mãe para pagar as minhas contas e as do meu filho de 9 anos”, disse uma delas que pediu para não ser identificada por medo de represálias. “Absurdo”.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação( CNTE), Roberto Leão, disse que o Estado de São Paulo sempre atrasa os salários. “Isso é um absurdo, em dias que se fala em computação, com tudo informatizado, ter problemas de cadastro, desorganização, é inacreditável”, criticou.

A rede estadual de São Paulo tem 217 mil professores, sendo 29 mil temporários, ou 13,4% do total.

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