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Governo federal promete 75 mil bolsas de estudo no exterior

A estimativa de investimento é de US$ 936 milhões, em quatro anos. A meta é ambiciosa, já que em 2010 foram distribuídas apenas 5,3 mil bolsas
Os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia lançaram nesta terça-feira, dia 7, as bases do programa Ciência sem Fronteira, pelo qual serão oferecidas 75 mil bolsas de estudo no exterior até 2014. A estimativa de investimento é de US$ 936 milhões. A meta é ambiciosa, já que em 2010 foram distribuídas 5,3 mil bolsas. Se a promessa for cumprida, o aumento será de 15 vezes.

Do total, 45 mil serão bolsas ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do MEC. O restante, 30 mil, será do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os primeiros bolsistas devem ser selecionados no primeiro semestre de 2012.

Dada a escassez de mão de obra qualificada em engenharia e tecnologia, tais setores serão prioridade. Segundo a Capes, 65% das vagas serão para graduação e doutorado “sanduíche”, modalidade em que o aluno faz parte do curso no Brasil e parte em instituições estrangeiras. A previsão da Capes é oferecer 8 mil bolsas em 2011, 13 mil em 2012, 17 mil em 2013 e 21 mil em 2014.

Uma das novidades é a concessão de bolsas a estudantes de cursos técnicos de nível médio — serão três mil em três anos. Também serão beneficiados os alunos de educação profissional.

“Teremos 15 mil bolsas: 6 mil para cursos superiores de tecnologia, 3 mil para licenciatura em matemática, física, química e biologia, 3 mil para bacharelado tecnológico e 3 mil para estudantes de nível médio”, afirmou o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco.

O MEC informou que está em fase preliminar de negociação e manteve conversações com instituições de ensino de vários países. Nos Estados Unidos, das 97 universidades contatadas, 95% manifestaram interesse em receber estudantes brasileiros. Elas oferecem alojamento gratuito, estágios de pesquisa e treinamento prévio em língua inglesa.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse o que “alvo são as 100 melhores universidades do mundo”. “Já estamos com as negociações adiantadas com os chefes de Estado dos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França e Portugal”, informou.

Ele destacou a necessidade de atrair os jovens. “Os jovens não estão concluindo (os cursos). Há um nível muito grande de evasão nas engenharias. A deficiência de formação anterior também contribui”, afirmou.

Entre os critérios para a concessão de bolsas estão a meritocracia (beneficiar os melhores alunos) e a utilização da modalidade bolsa sanduíche.

Outra estratégia anunciada é incentivar a volta de talentos ao Brasil. “A meta, só no CNPq, é trazer 1.200 cientistas brasileiros, jovens e grandes talentos que estão fora do Brasil e 300 líderes científicos em áreas estratégicas”, disse Mercadante.

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