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Governo fiscaliza piores cursos superiores

Com resultados ruins no Enade, eles terão de assumir compromisso de melhorias. São cerca de mil cursos, informa o jornal O Estado de S. Paulo

O Ministério da Educação vai aumentar a fiscalização sobre os 7% dos cursos de ensino superior que tiveram avaliações ruins no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade). São cerca de mil cursos, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Eles terão de assinar um “protocolo de compromisso”, comprometendo-se a resolver os problemas.

Entre 13,4 mil cursos superiores avaliados pelo MEC no Enade, apenas 0,88% obtiveram o conceito máximo tanto na avaliação como no índice que mede o conhecimento do aluno durante o curso (IDD). São apenas 118 cursos (sendo 53 de instituições federais, 36 estaduais e 29 privadas) em todo o País. Outros 33 cursos tiveram os piores resultados (21 privados, 8 federais, 2 estaduais e 2 municipais). A atenção do ministério está concentrada nos cursos que tiveram notas ruins no Enade e onde os alunos não aprenderam.

Em entrevista à revista Ensino Superior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que os cursos estão em observação, mas é preciso excluir aqueles que sofreram boicote por parte dos estudantes. “Há instituições que não estão respondendo aos estímulos da avaliação” e vão ter de passar por reestruturações. Segundo o ministro, há casos de faculdades privadas que passam por problemas econômicos, o que ajudaria a explicar os maus resultados. Outras são ruins mesmo com boa saúde financeira.

A lei que criou o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) prevê que uma instituição precisa passar por três avaliações com resultados ruins para que ela seja fechada. Como o Enade é feito por áreas e elas só são avaliadas a cada três anos, serão nove anos até que se chegue a essa condição. O Sinaes ainda prevê avaliações in loco de cada instituição, que também serão feitas a cada três anos – a primeira, dos cursos de saúde, começará neste ano. A partir delas, as instituições com resultados ruins assinarão um “protocolo de compromisso” com o MEC para resolver os problemas encontrados. Se não for cumprido, as punições poderão ir da suspensão do vestibular até perda de reconhecimento.

Questionado pelo jornal sobre o sistema de avaliação, a Secretaria de Ensino Superior respondeu com uma nota oficial. “De acordo com a Lei dos Sinaes, a avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação é parte integrante de uma avaliação mais geral, a qual contempla também a avaliação do curso e da instituição como um todo, demandando que sejamos cuidadosos com avaliações parciais. Os resultados do Enade nesse sentido são partes integrantes de um processo em curso”, diz o texto.

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Mais informações em: http://www.estado.com.br/editorias/2007/06/12/ger-1.93.7.20070612.2.1.xmlраскрутка ссылкиновые ноутбукикупить распашонки для новорожденных недорого