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Governo paulista cria meta de alfabetização até os 7 anos

Um nova avaliação será aplicada aos alunos do 2° ano do fundamental nas disciplinas de português e matemática. A meta do governo federal é de 8 anos

O governo do Estado de São Paulo vai adotar a partir deste ano a meta de alfabetização dos alunos até os 7 anos, revela o jornal O Estado de S. Paulo. Será criada uma prova para medir o aprendizado nessa faixa etária. A meta de alfabetização do governo federal, lançada em 2012, é de 8 anos.

A nova avaliação será aplicada aos alunos do 2° ano do ensino fundamental nas disciplinas de português e matemática. Ela ocorrerá em novembro e integrará o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), que avalia os 3º, 5º, 7º e 9° anos do fundamental e a 3ª série do médio.

O Estado de S. Paulo relata que 135,6 mil alunos da rede estadual devem fazer a prova. Como o Saresp é aberto para as redes municipais, o governo espera avaliar 300 mil estudantes.

A coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria de Educação, Maria Lucia Guardia, informou ao repórter Paulo Saldaña que o prazo para cumprir a meta será estipulado após a prova. “Não podemos estabelecer meta sem olhar informações concretas”, disse.

Ela informou ainda que a meta será alcançada com o programa Ler e Escrever, já em vigor na rede. Não há previsão de recursos adicionais para o projeto de alfabetização aos 7 anos.

Maria Lucia disse que 95% dos alunos da rede pública já tem uma alfabetização esperada na faixa dos 8 anos, no 3º ano. O Saresp considera alfabetizado quem alcançou o nível básico em uma escala que vai de abaixo do básico, básico, adequado e avançado.

Já a Prova ABC, realizada pela ong Todos Pela Educação, indica que em São Paulo 57,1% dos alunos do 3º ano têm desempenho adequado em leitura e 36,2% em escrita. A diretora da ong, Priscila Cruz, defendeu uma articulação com o programa federal para não haver confusão. “É bom que São Paulo sinalize que quer mais. O que não pode é baixar a barra para atingir as metas.”

O presidente do Conselho Nacio¬nal de Educação, José Fer-nandes de Lima, acredita que não haverá choque entre metas esta¬duais e a federal. “O programa fede¬ral não impede que municípios ou Estados façam antes”, diz.

A coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria de Educação assegura que os parâmetros de alfabetização não serão baixos. “O governo federal não tem gestão direta da escola, está lidando com o Brasil, que tem diversidade. Quando a gente estabelece o compromisso de 7 anos, lida com fatos concretos, em cima do trabalho das escolas”, afirmou.

Dois especialistas ouvidos pela reportagem do jornal destacaram que mais importante que a idade é definir o que é alfabetizar. O presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araujo e Oliveira, disse que “o problema não é só treinar professor, mas sim o que tem de ensinar e o que a criança tem de saber. Em vez de discutir esses parâmetros, ficamos no debate entre 6, 7 ou 8 anos. O que parece uma briga política para diferenciar o programa de São Paulo do federal”, afirmou.

A consultora em educação Ilona Becskehazy disse ser “fundamental que o governo do Estado defina o que seja estar alfabetizado”.

O jornal destaca ainda que o governo do Ceará foi o primeiro a estipular uma meta de alfabetização aos 7 anos, em 2007 e inspirou o governo federal. O secretário adjunto de Educação do Ceará, Maurício Holanda Maia, destacou que “descobrir mais tarde que a criança não aprendeu, é mais difícil de recuperar”.

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