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Gravidez e Maternidade nas adolescentes da periferia

A gravidez na adolescência está ligada à desinformação ou existem lógicas sociais que levam estas jovens a serem mães tão precocemente?

Lourenço Castanho

Para responder esta complexa questão, duas alunas da Escola Lourenço Castanho – Eloísa Maria de Souza Falcão e Maria Luiza de Oliveira Jorgeda 3ª série do Ensino Médio – desenvolveram o projeto “Gravidez e maternidade na adolescência: mobilidade social e sociabilidade local na periferia de São Paulo”.

Instituto Singularidades

O projeto foi finalista da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e foi apresentado no Congresso ICLOC-JOVEM, no dia 7 de outubro. O Congresso ocorrerá simultaneamente no Instituto Singularidades e na Escola Estadual Fernão Dias. O projeto também foi tema de uma reportagem no programa Encontro com Fátima Bernardes, na Rede Globo, no dia 26 de outubro.

Veja os vídeos

A gravidez na adolescência

A importância da pesquisa

Veja a reportagem do programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’,

Para Eloísa, entrevistar as adolescentes grávidas e as mães adolescentes foi a parte mais importante e enriquecedora da pesquisa. “É muito legal trabalhar com gente. Conhecer a casa e a realidade dessas meninas enriqueceu mais o trabalho. Esse é o diferencial de fazer um trabalho de Ciências Humanas, que trabalha de fato com seres humanos e não apenas com revisão teórica”, diz Eloísa.

Maria Luiza e Eloísa Maria: um novo olhar sobre a gravidez na adolescências

Na apresentação do projeto, as estudantes relatam que a pesquisa nasceu do “anseio de trabalhar com as áreas afastadas do centro na cidade de São Paulo” e a opção de estudar as adolescentes se deu porque elas são parte de “um grupo vulnerável a diversas formas de opressão”.

Gravidez

Na opinião das alunas da Lourenço Castanho, “há uma preponderância de discurso que insere a gestação adolescente unicamente nas perspectivas patológicas e relacionadas à desinformação”.

Em função desta percepção, Eloísa Maria e Maria Luiza resolveram aproximar as ciências sociais e humanas das discussões da saúde. Neste sentido, a “gravidez foi analisada sob as óticas da mobilidade social e sociabilidade local, a fim de compreender o que pensam as adolescentes grávidas sobre a sua própria gravidez”.

As alunas fizeram uma pesquisa de campo, com entrevista com 30 adolescentes grávidas e mães adolescentes nas UBS Jardim Vera Cruz e Paraisópolis, ambas assistidas pelo Programa da Saúde da Mulher.

As duas alunos da Escola Lourenço Castanho ressaltam que o trabalho teve também como finalidade “orientar um novo olhar para as políticas públicas voltadas à saúde, que evidencie a experiência de vida e a memória social dessas meninas”.

 

 

 

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