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Grêmio estudantil chegará a todas as escolas públicas de São Paulo

Os grêmios estudantis estarão em todas as escolas do estado de São Paulo e serão escolhidos por voto direto e secreto dos alunos, prometeu o novo secretário estadual de Educação, José Renato Nalini.

Segundo a Agência Brasil, atualmente 3,5 mil escolas paulistas têm grêmios. As 1,5 mil instituições que ainda não têm representantes serão estimuladas a criar suas comissões para ter voz ativa em decisões da escola.

Grêmio estudantil e as manifestações

“O grêmio estudantil é um instrumento transformador nas unidades em que atua. Os próprios jovens, porém, apontam problemas no formato de eleição dos representantes das agremiações. Este apelo já é um dos frutos que colhemos das manifestações do ano passado”, disse o secretário.

O grêmio tem autonomia para elaborar propostas, organizar e sugerir atividades para a escola, tem direito de participar da organização do calendário escolar e deve articular e negociar os interesses junto à direção escolar.

Reorganização

O anúncio ocorre após suspensão da reorganização escolar, que separaria os alunos em ciclos, de acordo com a idade, e previa o fechamento de 93 escolas, além do remanejamento de estudantes, afetando um total de 311 mil alunos. Em protesto contra o projeto, estudantes chegaram a ocupar cerca de 200 escolas e foram às ruas.

Apesar da suspensão da reorganização, o sindicato dos professores (Apeoesp) informou que ao menos 913 classes serão fechadas este ano. Os dados, diz o sindicato, foram reunidos por meio de contribuições de professores e alunos de organizações que participaram de ocupações de escolas no final do ano passado, relata o site G1.

A Secretaria da Educação nega que ocorra um fechamento de classes e afirma que há 187.890 matrículas a menos em 2016.