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Greve dos professores completa 40 dias em Minas Gerais

O governo informou que irá cortar o salário dos grevistas, noticia o jornal O Estado de Minas. Sindicato diz que 60% dos 220 mil trabalhadores da Educação estão parados

Os professores e servidores da rede estadual de ensino de Minas Gerais decidiram manter a greve em assembleia realizada em Belo Horizonte, na terça-feira à tarde, dia 18. A paralisação já dura 40 dias, noticia o jornal O Estado de Minas. A secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, disse que irá cortar o ponto dos grevistas.

No último dia 4, o desembargador Wander Marotta, do Tribunal de Justiça, declarou ilegal a paralisação, iniciada em 8 de abril, e determinou o imediato retorno ao trabalho, sob pena de multa de R$ 10 mil, referente a cada dia parado, limitada a R$ 500 mil.

A ação civil pública, com pedido de liminar, foi proposta pelo Estado de Minas Gerais contra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG). A entidade recorreu da sentença, mas a multa continua vigorando.

Entre as reivindicações dos professores, está o piso salarial profissional nacional de R$ 1.312,00 para uma jornada de trabalho de 24 horas semanais.

Segundo a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a greve continua porque o governo estadual não atendeu às reivindicações dos professores. De acordo com a ela, 60% dos 220 mil trabalhadores da Educação estão parados. A diretora do sindicato disse que o governo mudou o acordo “Quando recebemos o documento do governo, alguns pontos estavam diferentes do que conversamos”, disse Beatriz.

A secretária de Planejamento insinuou que a greve tem motivação política. “Não consigo compreender e fico questionando um movimento desse em ano de eleição”. Ela afirmou que o governo busca um acordo e acatou dois pontos que os sindicalistas reivindicaram. “Desde a quarta-feira, quando nos reunimos com uma comissão dos professores, estávamos mantendo o diálogo aberto com o sindicato. Diante do retrocesso dos grevistas, teremos que adotar medidas para garantir o direito dos alunos”, disse.

Ela informou que o governo pode decidir por novas ações judiciais para garantir a volta às aulas. De acordo com ela, no próximo contracheque os professores em greve terão descontados os 30 dias parados.

Na próxima terça-feira, os professores voltam a fazer uma assembléia, às 14h, na Praça da Assembleia, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul da capital.

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