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Greve dos professores de Brasília é parcial

A greve acontece na mesma semana em que professores de todo o país planejam uma paralisação nacional para cobrar o pagamento do piso salarial

O primeiro dia de greve dos professores da rede pública do Distrito Federal teve adesão parcial, noticiam as edições on line dos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília.

A Secretaria de Educação informou no início da tarde desta segunda-feira, dia 12, que não tinha um balanço do número de professores que aderiram à paralisação, nem o número de alunos afetados.

Já o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) garantiu que cerca de 80% dos professores aderiram à greve, em um total de 24 mil docentes.

O Correio Braziliense informa que visitou escolas de Sobradinho, Ceilândia e Taguatinga (não informou quantas) e verificou que em algumas unidades as aulas ocorrem normalmente.

Já o Jornal de Brasília informa que as escolas continuam tendo aulas, porém não em todos os horários. A reportagem cita três escolas: aulas normais na Classe 38, de Ceilândia, e no Centro de Ensino Fundamental 510, de Samambaia. Já no Centro de Ensino Médio 04, de Ceilândia, 70% dos professores aderiram à greve.

O diretor jurídico do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Washington Dourado, informou que as escolas continuam tendo aulas, porém não em todos os horários.

A diretora da secretaria de Imprensa do Sinpro, Rosilene Corrêa, disse que a expectativa é que o número aumente nos próximos dias. “Essa é a tendência normal das greves, no primeiro dia a aderência é menor que nos dias seguintes”, disse.

Entre as reivindicações da categoria, está a exigência de equiparação média salarial com outras carreiras de nível superior do governo distrital. O item, segundo o sindicato, consta de um acordo fechado em 2011, mas o governo não teria cumprido.

O governo afirma estar atendendo gradualmente ao acordo e concedeu um aumento salarial de 13,83% e reajuste de 55% no valor do tíquete-alimentação. A secretaria destaca também a contratação de 400 profissionais, a implantação de um modelo de gestão democrática e a reforma de 300 escolas, além da oferta de cursos de licenciatura, especialização e formação continuada.

A greve no Distrito Federal acontece na mesma semana em que professores de todo o país planejam uma paralisação nacional de três dias para cobrar de governos estaduais e municipais o pagamento do piso nacional do magistério. A categoria promete cruzar os braços de quarta-feira e sexta-feira.

A lei que instituiu uma remuneração mínima para profissionais da rede pública foi aprovada em 2008, mas até hoje não é totalmente cumprida. Estados e municípios alegam não ter recursos para pagar o piso, principalmente após o Ministério da Educação ter anunciado um reajuste de 22%, para R$ 1.451.

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