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Guia de acesso aos portadores de deficiência é elaborado por jovens estudantes

O Brasil tem mais de 30 milhões de pessoas portadoras de deficiência, o que significa que uma em cada oito pessoas apresenta alguma dificuldade. Especificando, 48% são deficientes visuais, 27% deficientes físicos ou com pouca mobilidade, 16% com deficiência mental e 8% com a audição prejudicada. Esta semana foi lançado no mercado o livro Vai Encarar? da jornalista Cláudia Matarazzo com dicas de como a comunidade e o Estado devem lidar com esta parcela do público, a ponto de facilitar suas vidas.

Com abrangência menor, mas de igual importância, os alunos do 9º ano da Escola Stance Dual, no centro da capital paulista, estão organizando um Guia de Acessibilidade para os portadores de necessidades especiais relacionados a alguns pontos comerciais da cidade de São Paulo.

Academias, shoppings, cinema, teatro, restaurantes e etc. Segundo a coordenadora da área de inglês, Andréa Zinni, o Guia é produzido anualmente pelos alunos do 9º ano da Stance Dual, e a cada ano, pontos diferentes são analisados. “O ano passado, o Guia trouxe dicas sobre os acessos aos portadores existentes na Vila Boin, em Higienópolis”, conta.

O Guia de Acessibilidade, segundo a coordenadora, é o produto final de um projeto que envolve os conteúdos de ciências, física, biologia, língua inglesa e portuguesa, integrando alguns dos temas transversais como saúde, ética, pluralidade cultural, trabalho e consumo. Há dois anos o foco do trabalho girou em torno da coexistência.

O ano passado foi a sustentabilidade, e este ano, foi incrementado com ações que envolvem a vida. Para a contextualização de todo conhecimento adquirido, os alunos visitam anualmente a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – Reatch, destinada a pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas.

“Eles jogam basquete com time de cadeirantes na Feira (como cadeirantes) e convidam um cadeirante para ir à escola e conversar com os demais colegas e agendar um novo jogo”, conta a coordenadora, enfatizando o envolvimento dos alunos em diversas outras ações que permeiam a cidadania e o conhecimento sobre as novidades lançadas para o segmento.

Mais uma vez o Guia será bilíngüe – português e inglês. “E também pretendemos publicar em formato impresso e digital, para que os deficientes auditivos possam ler, e os cegos possam escutar”, conta Andréa. O Guia, ainda em fase de produção, está sendo analisado pelos educadores e alunos da Escola a sua forma de distribuição.

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