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A importância da pesquisa

A aluna Maria Luiza Jorge, do 3o ano da Escola Lourenço Castanho, comenta sobre a importância de se realizar a pesquisa acadêmica.

 

Ela participou, dia 7 de outubro, no Instituto Singularidades e a Escola Estadual Fernão Dias, em São Paulo,  serão palco do ICLOC-Jovem, um Congresso que reunirá a voz de jovens estudantes – do ensino fundamental 2 e médio –  da rede pública, privada e Ongs, que compartilharão com os colegas os projetos que desenvolveram durante o percurso escolar e desenvolvimento pessoal. São mais de 500 projetos inscritos. É a voz da juventude!

A gravidez na adolescência está ligada à desinformação ou existem lógicas sociais que levam estas jovens a serem mães tão precocemente?

Importância

Para responder esta complexa questão, duas alunas da Escola Lourenço Castanho – Eloísa Maria de Souza Falcão e Maria Luiza de Oliveira Jorge, da 3ª série do Ensino Médio – desenvolveram o projeto “Gravidez e maternidade na adolescência: mobilidade social e sociabilidade local na periferia de São Paulo”. O projeto foi finalista da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e será apresentado no Congresso ICLOC-JOVEM.

Para Eloísa, entrevistar as adolescentes grávidas e as mães adolescentes foi a parte mais importante e enriquecedora da pesquisa. “É muito legal trabalhar com gente. Conhecer a casa e a realidade dessas meninas enriqueceu mais o trabalho. Esse é o diferencial de fazer um trabalho de Ciências Humanas, que trabalha de fato com seres humanos e não apenas com revisão teórica”, diz Eloísa.

Maria Luiza e Eloísa Maria: um novo olhar sobre a gravidez na adolescências
Na apresentação do projeto, as estudantes relatam que a pesquisa nasceu do “anseio de trabalhar com as áreas afastadas do centro na cidade de São Paulo” e a opção de estudar as adolescentes se deu porque elas são parte de “um grupo vulnerável a diversas formas de opressão”.

Na opinião das alunas da Lourenço Castanho, “há uma preponderância de discurso que insere a gestação adolescente unicamente nas perspectivas patológicas e relacionadas à desinformação”.

Em função desta percepção, Eloísa Maria e Maria Luiza resolveram aproximar as ciências sociais e humanas das discussões da saúde. Neste sentido, a “gravidez foi analisada sob as óticas da mobilidade social e sociabilidade local, a fim de compreender o que pensam as adolescentes grávidas sobre a sua própria gravidez”.

As alunas fizeram uma pesquisa de campo, com entrevista com 30 adolescentes grávidas e mães adolescentes nas UBS Jardim Vera Cruz e Paraisópolis, ambas assistidas pelo Programa da Saúde da Mulher.

As duas alunos da Escola Lourenço Castanho ressaltam que o trabalho teve também como finalidade “orientar um novo olhar para as políticas públicas voltadas à saúde, que evidencie a experiência de vida e a memória social dessas meninas”.

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