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Indisciplina na sala de aula: o que fazer?

Campeão da indisciplina: título que o Brasil ostenta e que ninguém gostaria de carregar

O Brasil é o campeão de indisciplina na escola, segundo uma pesquisa da OCDE. Tanto as instituições privadas como públicas sofrem com o mesmo empecilho.

Ainda segundo o estudo, 60% dos educadores brasileiros relataram ter mais de 10% dos alunos com problemas.

A educação no Brasil presencia diversos desafios: um deles seria a própria desvalorização do professor, que está para além do seu salário. No caso de nosso país, a profissão do professor não é valorizada socialmente.

Uma entrevista com o professor e coordenador do colégio Equipe, Antônio Carlos de Carvalho,  e  com a diretora Luciana Fevorini, esclarece a questão e aponta possíveis caminhos para lidar com a situação.

“Escola sempre foi pra poucos no Brasil, e a escola pra poucos funcionava bem: poucos professores, bem formados. Então, quando aparece um político dizendo que estudou na escola pública e que ela era de excelente qualidade, eu diria que ela podia ser boa, mas não de excelente qualidade. Porque ela era pra poucos. A escola pública servia à uma elite, pra pessoas que tinham muito dinheiro. Existia um professor valorizado, que vinha da mesma classe social (…), ensinando uma camada privilegiada que conseguia estudar”, afirma Antônio Carlos.

O professor afirma que, após a década de 60, houve uma defasagem no ensino brasileiro, uma vez que torna-se necessária a educação para as pessoas de baixa renda, e essa se precariza.

Indisciplina ou agitação?

Distinguir o que é indisciplina do que é agitação normal da idade dos estudantes, é o primeiro passo. Também, quando houver comportamento desrespeitoso, o diálogo é a melhor saída.

“Se as coisas não estão indo bem, tem que parar e conversar”, diz Luciana.