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Inep diz que erro no Ideb em São Paulo não tem motivação política

“Meu trabalho é despolitizar os números”, diz presidente do Inep. Números errados pioraram o desempenho da capital paulista

O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, negou sexta-feira, dia 20, que os erros apontados no resultados do Ideb para a cidade de São Paulo tenham alguma relação com as eleições municipais. Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, é a segunda vez que esse tipo de problema acontece em ano eleitoral envolvendo a cidade.

Pelos dados divulgados na sexta-feira, São Paulo ficou no 12º e no 8º lugar, no ranking das redes municipais das capitais, nas séries iniciais (da primeira à quarta série) e nas séries finais (da quinta à oitava). Pelos cálculos da prefeitura, com os índices corretos de aprovação, a cidade subirá para o 9º e para o 6º lugar, respectivamente.

Fernandes afirmou que o dado errado não tem relação com a eleição municipal. “Meu trabalho é despolitizar os números”. O secretario da Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, disse não acreditar em motivação política. “Não tenho motivo para desconfiar de qualquer tipo de manipulação dos dados pelo Inep. Mas divulgar dados errados é muito ruim para a imagem de São Paulo”, afirmou.

O jornal diz que Schneider e Fernandes cogitaram a hipótese de conceder uma entrevista coletiva para explicar o problema, mas desistiram. Nenhum se dispôs a assumir a culpa pelos dados errados.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, também negou motivações políticas. “Não tenho nenhuma informação de que os dados divulgados contenham incorreção por parte do meu instituto”, afirmou.

O MEC informou que, assim que chegar aos números corretos de São Paulo e de outras cidades que também possam ter sido prejudicadas, divulgará uma errata.

O jornal disse que o MEC foi alertado com antecedência pelo problema, mas o presidente do Inep afirmou que não poderia alterar a data de divulgação dos números. “Os dados já estavam prontos. Só se eu atrasasse tudo. Não posso tratar São Paulo diferente dos outros municípios”, disse na matéria assinada por Rogério Pagnan, Antonio Góis e e Ranier Bragon.

 

Leia a íntegra da matéria da Folha de S. Paulo

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