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Jovens elegem educação como prioridade

Do total de 4.492 propostas apresentadas na 1ª Conferência Nacional da Juventude, 1.087 elegeram temas ligados à educação como fundamentais para o desenvolvimento profissional dos jovens

Os jovens que participam da 1ª Conferência Nacional da Juventude elegeram a educação como prioridade em suas reivindicações, informa a Agência Brasil. O evento acontece em Brasília, começou domingo, dia 27, e segue até o dia 30.

Do total de 4.492 propostas apresentadas nos encontros que antecederam a conferência, 1.087 elegeram a educação como prioridade. Em seguida, aparecem o trabalho, com 506 propostas; cultura, com 449; sexualidade e saúde, com 344; e participação política, com 302. A área da educação conta com 133 propostas divididas em 19 categorias, tais como financiamento público, transporte estudantil, educação profissional e formação de professores.

“A questão do financiamento e a garantia de aplicação de 10% do PIB na educação apareceu em várias conferências. A necessidade de ampliar os cursos de formação nas escolas técnicas federais também aparece com força”, destacou a vice-presidente do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Maria Virgínia Freitas.

Há ainda, entre outras propostas, a defesa da merenda escolar no ensino médio e do fim da progressão continuada no ensino fundamental. Na área do trabalho, os conferencistas analisarão 20 propostas, com destaque para a capacitação profissional. “Além das políticas de inserção no mercado, eles [os jovens] querem mais fiscalização sobre as condições de trabalho. Os jovens costumam trabalhar mais e ganhar menos”, disse ela.

O grande número de propostas apresentadas na área de participação política quebra o estigma de que a geração de hoje é politicamente alienada, na avaliação do coordenador do encontro, Danilo Moreira. “A conferência derruba um mito de que o jovem está desinteressado porque foram mais de 4 mil participantes em todas as etapas, está longe de ser uma juventude apática”, disse.

Os 2 mil delegados que participam da 1ª Conferência Nacional da Juventude começaram os trabalhos nesta segunda-feira com uma preocupação em comum: concretizar as demandas levantadas durante o evento. “Nós jovens não somos levados a sério, a gente fica com medo que as coisas que sejam decididas aqui acabem não saindo do papel. A expectativa agora é que as autoridades nos levem a sério, escutem a nossa voz e façam as coisas acontecerem”, disse Luana Aparecida dos Santos, 23 anos, de Petrolândia, (PE), em reportagem da Agência Brasil.

Os jovens foram divididos nesta segunda-feira em 23 grupos temáticos dentro das 16 áreas que compõem o caderno de prioridades. Cada grupo deve eleger seis prioridades até o fim do dia, totalizando 138. Após essa fase de discussão, os delegados selecionarão, por meio de votação, 69 propostas que farão parte do documento da conferência. A plenária final escolherá, das 69 propostas, as 21 prioridades que servirão de base para as próximas políticas públicas para a juventude.

A delegada Jaqueline da Cruz, 18 anos, de Nova Olinda (TO) representa o grêmio estudantil da escola em que estuda, participa do grupo de trabalho sobre combate ao uso de drogas. “A gente está fazendo o possível para chegar ao principal objetivo, que é levantar as propostas e sugestões para o governo para melhorar a vida dos jovens, especialmente o cuidado com quem já é viciado”, disse.

Luiz Felipe Rocha, 24 anos, do movimento hip hop de Goiânia, reclama que muitas vezes os projetos são esquecidos. “As coisas precisam ser concretizadas, às vezes você leva um projeto e ele é engavetado, a gente quer ver a coisa funcionar”, disse.

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