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Kroton compra a Estácio por R$ 5,5 bilhões

Após intensas negociações, a Kroton venceu a disputa com a Ser Educacional e comprou a Estácio por R$ 5,5 bilhões. A nova empresa terá 1,6 milhão de alunos e valerá R$ 24,9 bilhões, de acordo com a CM Consultoria, informa O Globo. A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fontes não identificas pelo jornal dizem que a demora para fechar negócio comprova o racha que há na Estácio. Enquanto alguns acionistas topavam a venda, sobretudo aqueles que mantém participação nas duas empresas (Kroton e Estácio), outros, como a família Zaher, vetavam a venda.

O fato relevante enviado ao mercado financeiro coloca algumas condições para o fechamento do negócio. “O Conselho de Administração da Estácio, em reunião realizada ontem, manifestou que está de acordo com os termos econômicos da nova proposta da Kroton, desde que os demais termos da operação sejam estabelecidos de forma satisfatória”, afirmou, sem detalhar quais seriam esses termos.

Comitê na Kroton

O documento informa que foi criado um comitê para a análise dos próximos passos do negócio. “Desse modo, o Conselho de Administração solicitou ao Comitê formado para cuidar deste assunto que negocie com a Kroton os demais termos da operação”, diz o fato relevante.

O Globo diz que a Estácio atraiu a atenção dos concorrentes por causa do crescimento do número de alunos no ensino à distância (EAD), a maioria da classe C.

O Brasil tem quase 2.100 instituições de ensino superior privado, que concentram 75% dos alunos dessa faixa. As operações de fusão e aquisição, com a chegada de estrangeiros ao país, começaram a crescer em 1996, quando houve a sanção da lei que permitiu a abertura de capital de universidades com fins lucrativos.

Entre 2007 e junho de 2016, foram mais de 170 operações de fusões e aquisições, com volume em torno de R$ 13,77 bilhões, conforme levantamento da CM, citado pela Folha de S. Paulo.

O jornal relata que o fundador da Ser Educacional, Janguiê Diniz, afirmou anteriormente que, caso não fosse o escolhido para fechar o negócio, irá buscar de um outro parceiro.

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