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Lição de casa: decidir a escola – conexão com o exterior

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Nem Universidade de São Paulo (USP) nem Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O sonho mesmo de Carolina Eva Padilha, de 17 anos, é ver seu nome entre os aprovados em Neurociência da Universidade Princeton, dos Estados Unidos – uma das dez melhores do mundo e que chegou a ter o físico Albert Einstein como professor. Assim como a aluna do Colégio Dante Alighieri, cresce a cada ano o número de jovens brasileiros que pretendem cursar a universidade fora do País, principalmente nas instituições americanas.

Lição do Dante Alighieri

]“De poucos anos pra cá, percebemos que os alunos já entram no ensino médio com este interesse, então tratamos de oferecer estrutura para atendê-los”, diz Silvana Leporace, diretora-geral do Dante Alighieri. Desde 2009, a instituição mantém o High School, com disciplinas oficiais do currículo americano. Além disso, promove viagens internacionais para que os estudantes conheçam centros universitários de fora e acaba de contratar uma consultoria internacional para fazer a orientação dos alunos. “O processo de admissão dessas universidades é muito diferente do brasileiro, então o aluno precisa estar bem orientado o quanto antes.”

Para pleitear uma vaga na maioria das universidades dos Estados Unidos, o candidato tem de fazer o Scholastic Aptitude Test (SAT), um exame em que a nota é adotada como critério de seleção com outros componentes, como histórico acadêmico, cartas de recomendação e perfil do candidato. Daí a importância de atividades extracurriculares – da prática de esportes a trabalho voluntário.

Aluna do segundo ano do ensino médio do Dante, Carolina fará sua primeira aplicação no SAT em 2016. Já tem no portfólio um projeto sobre Parkinson que apresentou em uma universidade de Nova York. “Nas férias também vou atuar como voluntária em um hospital. Até para sentir o dia a dia da profissão que quero seguir.”

É uma lógica diferente de seleção, explica José Olavo de Amorim, coordenador de assuntos internacionais do Colégio Bandeirantes. “As universidades querem encontrar um ser humano muito bom e que seja bom aluno. Até o vocabulário é diferente. Aqui ele passa.

Lá, a universidade aceita esse estudante.” Só no ano passado, o Bandeirantes teve 33 alunos aceitos em instituições dos Estados Unidos, do Canadá e de alguns países da Europa. Cabe ao departamento de Amorim orientar essa escolha desde o último ano do fundamental. “Não basta querer. Tem de ter perfil e saber como fazer, o que envolve planejamento pessoal, acadêmico e financeiro. Isso leva tempo.”

Conexão com o exterior: Nesse colégio, o estudante pode entrar em contato com métodos de ensino usados em outros países. Há escolas dessa linha que incluem em sua grade disciplinas oficiais do currículo americano, por exemplo. Viagens internacionais para que os alunos conheçam universidades estrangeiras também são organizadas.

 

SERVIÇO

Colégio Dante Alighieri

Mensalidade: fundamental: R$ 2.393; médio: R$ 2.923

Nota no último Enem: 638,89 (objetiva) e 693,14 (redação)

Matrículas: até 30/11

Site: www.colegiodante.com.br

Colégio Bandeirantes

Mensalidade: fundamental II: R$ 3.105; médio: R$ 3.380

Nota no último Enem: 689,40 (objetiva) e 706,74 (redação)

Matrículas: até 1º/10, para o 1º ano do ensino médio. No restante das séries, as vagas permanecem abertas até o preenchimento

Site: www.colband.com.br

 

Por Ocimara Balmante, especial para O Estado de S. Paulo