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Livro traz nova abordagem sobre a violência nas escolas

Violência na escola – Um guia para pais e professores alerta que muitas vezes um clima hostil de agressões verbais e desrespeito podem levar para situações extremas

Qual é o conceito de violência na escola? Brincadeiras de mau gosto, agressões verbais, desordem e desrespeito podem ser considerados como violência escola? Ou apenas situações extremas como homicídios, porte de armas e tráfico de drogas? Estas questões são tratadas no livro Violência na escola – Um guia para pais e professores, de Caren Ruotti, Renato Alves e Viviane de Oliveira Cubas, pesquisadores do Centro de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo.

Segundo Caren Ruotti, o livro procura desmistificar a versão de que a violência escolar esteja relacionada apenas a mortes, tiros e drogas. “Embora isso seja mais impactante, ocorre em poucas localidades. E a escola pode fazer pouco contra esse tipo de problema”, destacou em entrevista a Fábio de Castro, da Agência Fapesp.

De acordo com ela, “a violência aparentemente leve, das brincadeiras de mau gosto, das agressões verbais, do clima de desordem e desrespeito, não pode ser negligenciada. É nessa esfera que a escola pode fazer a prevenção e evitar ocorrências graves”, afirmou.

Segundo os autores do livro, hoje, além de prover os conteúdos educacionais a escola tem, direta ou indiretamente, outras responsabilidades. É na escola que as crianças aprendem a se relacionar, adquirem valores, desenvolvem senso crítico, auto-estima e segurança. “Quando na escola prevalece um clima hostil, de incivilidade e desrespeito, a probabilidade à violência se propaga pela sociedade. Não basta que a escola seja provedora de conteúdos educacionais”, disse.

Para Renato Alves, “as pessoas pensam somente nos casos de agressão física grave e negligenciam as pequenas incivilidades. Em uma das escolas, ao perguntar para os professores se havia violência, eles responderam: não, só o normal, às vezes alguns alunos se batem, mas tudo dentro da normalidade, sem violência”.

Segundo Caren, é falsa a idéia que a violência é exclusiva de escolas de regiões carentes. “Quando se trata da violência escolar, percebemos que há uma tendência a apontar culpados: a condição social, a família desestruturada e coisas assim. Mas existe aí um preconceito embutido contra as escolas públicas de periferia. Na realidade, a violência ocorre em qualquer ambiente”, disse.

Para prevenir a violência, o livro sugere o envolvimento de toda a comunidade escolar em projetos integrados à realidade da escola. De acordo com Caren, a obra não é uma receita pronta para lidar com a violência escolar, mas apresenta sugestões práticas para tratar o problema. “Constatamos que a ação pode ser efetiva quando está integrada ao projeto pedagógico e quando se trabalha com a mediação de conflitos. Os conflitos diários vão acontecer, mas podem ser tratados de forma que não virem violência”, disse.

Leia a resenha do livro

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