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Lula lança plano de educação e cobra envolvimento dos pais

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e piso salarial de R$ 850 para os professores estão entre as principais medidas. Programa dá ênfase ao ensino básico

 

Agência Brasil

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Haddad (d) critica a progressão continuada

A melhoria do ensino no Brasil dependerá de uma profunda mudança na relação do Estado e da família com a educação. A opinião foi manifestada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lançar nesta terça-feira o Plano de Desenvolvimento da Educação. “Todos os pais querem de coração que os filhos tenham uma boa educação, mas pouquíssimos estabelecem uma relação de intimidade com a escola dos seus filhos”, disse. “Esse comportamento tem que mudar porque de contrário não conseguiremos implantar um projeto nacional de educação integral e transformadora.” 

O presidente afirmou que o pacote vai reduzir as desigualdades e oferecer mais oportunidades de trabalho aos jovens. “Vejo nele um novo século da educação no Brasil, capaz de prevalência do mérito, da elite da competência e do saber, e não apenas da elite do berço”, afirmou. Para o presidente, a falta de investimento em educação produziu “jovens na criminalidade e meninas de 15, 17 anos se prostituindo”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a parte mais importe é plano de metas para a educação básica. “Precisamos desmontar a indústria da repetência e a da progressão automática”, criticou. “Temos que criar um sistema de educação no qual todos os alunos progridam aprendendo”.

Haddad também destacou como prioridade o Pró-Infância, um programa para construção e expansão da rede de educação infantil, que visa reduzir a desigualdade de níveis de ensino em função da classe social. “Essa eqüidade se garante fazendo a criança, sobretudo os filhos das famílias mais pobres do país, ter acesso à educação em tenra idade para que as oportunidades sejam absolutamente equivalentes”, discursou.

Segundo o Ministério da Educação, os principais pontos do programa são:

1 – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e apoio às prefeituras com os piores indicadores educacionais. O Ideb é calculado com base no rendimento dos alunos, taxa de repetência e a evasão. Hoje, a educação básica brasileira tem nota 4, numa escala de zero a dez. O objetivo é ter nota 6 nos próximos 15 anos, a mesma média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

2 – Provinha Brasil para avaliar a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos.

3 – BNDES terá R$ 600 milhões para compra de ônibus e barcos para o transporte escolar

4 – Olimpíada de Língua Portuguesa, em 2008, envolvendo 7 milhões de alunos de 80 mil escolas

5 – Informatização de todas as escolas públicas. até 2010

6 – Luz, até o ano que vem, em todas as escolas públicas

7 – Edital de R$ 75 milhões vai estimular a produção de conteúdos didáticos digitais

8 – Piso salarial de R$ 850 para todos os professores da rede pública

9 – Programa Universidade Aberta prevê que, até 2010, universidades públicas e prefeituras implantem mil pólos de formação de professores

10 – O Brasil Alfabetizado será alterado. Pelo menos, 75% dos alfabetizadores serão professores da rede pública

11 – Instalação de 150 escolas técnicas nas cidades-pólo, escolhidas levando em conta critérios de interiorização do desenvolvimento e de criação de oportunidades para que o jovem não abandone sua cidade

12 – Serão criados os Institutos Federais de Educação Tecnológica (Ifets)

13 – As universidades federais que abrirem ou ampliarem cursos noturnos e reduzirem o custo/aluno vão ganhar mais verbas. A meta é dobrar as atuais 580 mil vagas

14 – Financiamento de 100% das bolsas parciais do ProUni e a quitação da dívida das instituições de ensino superior. O novo programa pode criar 100 mil vagas por ano.

O programa tem 47 tópicos e boa parte terá que passar pelo Congresso Nacional, pois consistem em projetos de lei.

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