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Mais que apenas leitores: críticos literários

A intenção, nessa proposta, não é só estimular os alunos a lerem grandes obras, mas sim, analisarem e compararem o estilo dos autores ao escrevê-las.

É com este objetivo que os alunos do 2º e 3º ano do Ensino Médio do Colégio Sidarta, em Cotia, realizaram um debate literário em que a prosa realista do século XIX colocou em discussão a literatura de Machado de Assis e do escritor português, Eça de Queirós; e a poesia modernista de Manuel Bandeira e Carlos Drummond da Andrade.

A intenção do debate, segundo a coordenadora do Ensino Médio, Jô Fortarel, também mestra em Literatura, foi fazer com que o aluno se apropriassem do conhecimento literário de maneira crítica, dinâmica, inteligente e argumentativa.

Nos anos anteriores, o debate ficava em torno do julgamento da personagem “Capitu”, da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho? Segundo Jô, a dinâmica já dava bons resultados e gerava bastante polêmica, mas este ano ela resolveu ampliar o debate literário envolvendo dois gêneros diferentes (romance e poesia) e autores distintos, apostando na capacidade de argumentação dos alunos, que tiveram excelente desempenho no último Fórum FAAP.

Como primeiro passo, Jô incentivou os alunos a assistirem ao filme O Grande Desafio, baseado na história real de Melvin Tolson, um professor universitário que vive no Texas na década de 1930 e monta um grupo de debate com seus alunos negros e universitários, que com muito esforço e enfrentando o racismo, foram capazes de superar os garotos da renomada Harvard em uma competição nacional.

“Os alunos nos surpreenderam com uma argumentação muito qualificada. Eles se envolveram, estudaram, se empenharam e apresentaram uma grande performance”, diz a coordenadora.

O 2º ano desenvolveu suas pesquisas em torno da prosa realista, e o 3º ano, da poesia modernista. O grupo, além de ler diferentes obras dos autores, pesquisou, investigou, estabeleceu comparações e montou uma consistente sustentação oral. Em cada série, dois grupos foram formados, cada um responsável por um autor. “Cada grupo criou uma área reservada no Facebook , para a discussão, entre eles, sobre as análises feitas sobre o autor que trabalharam”, diz a coordenadora.

Nos dias do debate, os alunos apresentaram versão escrita do trabalho, entregaram um folder ao público presente e iniciaram com a sustentação oral de 20 minutos, a partir da análise que desenvolveram, seguida de réplicas e tréplicas de 3 minutos. “Eles tiveram que convencer a plateia de seus argumentos, rebatendo as críticas e trazendo novos dados até a votação no final”, explica Jô.

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