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Mais três cursos de medicina são advertidos pelo MEC

Universidades Severino Sombra, no Rio, e Metropolitana de Santos, em São Paulo, e o Centro de Ensino Superior de Valença, no Rio, têm até junho para melhorar a qualidade do ensino

Os cursos de medicina das universidades Severino Sombra, em Vassouras, no Rio, e Metropolitana de Santos, em São Paulo, e do Centro de Ensino Superior de Valença, no Rio, sofreram intervenção do Ministério da Educação nesta quinta-feira, dia 29. Eles têm até junho para melhorar a qualidade do ensino, caso contrário poderão ser fechados. O MEC garante que os alunos matriculados não serão prejudicados, pois poderão seguir o curso até o final ou ser transferido para outra instituição.

Segundo o ministério, a principal deficiência dos cursos é a falta de um ensino prático para a formação dos médicos. “Sem um convênio adequado com hospital de ensino e contando com baixo número de profissionais que possam acompanhar a formação prática do estudante, a qualidade da formação fica comprometida”, diz o ministério.

As medidas concluem a fiscalização de 17 cursos que tiveram conceitos 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Em dezembro último, outras quatro instituições também foram objetos de intervenção do ministério.

A universidade Severino Sombra e o Centro de Ensino de Valença tiveram suspensos o ingresso de novos alunos e demais processos seletivos já realizados ou em curso, até que sejam sanadas as deficiências. Já Metropolitana de Santos deve reduzir de 80 para 50, por ano, o número de alunos ingressantes pelos processos seletivos. A decisão vale para o vestibular de 2009, já realizado.

Das quatro instituições advertidas no final de 2008, as universidades Luterana do Brasil e Iguaçu (campus Nova Iguaçu) apresentaram documentação que comprova o cumprimento das determinações do MEC. Já o curso do campus de Itaperuna da Universidade Iguaçu ignorou a ordem do MEC e realizou vestibular. O ministério informa que entrou na Justiça e obteve a medida cautelar, para impedir que os alunos iniciassem o curso.

A Universidade de Marília, que deveria suspender o ingresso de alunos até a ampliação do número de leitos do hospital universitário, apresentou comprovantes do cumprimento parcial da medida, mas o MEC não aprovou e determinou a redução de cem para 50 no número de alunos ingressantes. A decisão vale para o vestibular de dezembro de 2008.

O processo de supervisão dos cursos de medicina teve início em abril de 2008. De agosto a dezembro, a situação de 17 cursos com conceitos 1 e 2 no Enade e no IDD foi avaliada por uma comissão. Sete sofreram medidas cautelares. Duas universidades foram excluídas do processo de supervisão e as outra oito receberam o termo de saneamento para que cumpram, em um ano, medidas de melhoria.

Veja a conclusão do trabalho do MEC

 

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