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Marina Silva defende novo modelo de ensino no Fórum Mundial da Educação

A senadora, o teólogo Leonardo Boff e o diretor do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, discutiram como a educação pode ajudar a superar as atuais crises econômica e ambiental

Educação, transgressão e construção da cidadania planetária foi o tema da abertura do Fórum Mundial de Educação, nesta segunda-feira, que ocorre paralelamente ao Fórum Social Mundial, iniciado nesta terça-feira, 27, em Belém. O evento reuniu 10 mil pessoas, segundo a Agência Brasil.

A senadora Marina Silva (PT-AC), o teólogo Leonardo Boff e o diretor do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, discutiram como a educação pode ajudar a superar as atuais crises econômica e ambiental.

Marina Silva defendeu um novo modelo de ensino, mais voltado para o desenvolvimento social. “Precisamos resignificar o nosso ensino”, disse. A senadora afirmou que a crise ambiental é maior do que a crise econômica e cobrou a participação de todos para mudar este cenário. “É diante da crise que somos obrigados a buscar novas saídas, respostas, alternativas. Na educação, temos que pensar também dessa forma. Vamos juntar as melhores experiências para dar uma resposta à essa crise, uma proposta em co-autoria”, afirmou.

O teólogo Leonardo Boff defendeu uma escola cidadã e voltada para o futuro. “Não basta ensinar a razão intelectual, é preciso completá-la com a razão cordial, em que se sente o sofrimento do outro”, disse ele. “As escolas devem passar a dimensão da responsabilidade pelo futuro comum”, disse.

Gadotti destacou que o fórum tem um papel fundamental para promover as mudanças no modo de ensinar. “O fórum está aqui para afirmar o direito universal de todos por uma educação de qualidade, gratuita, libertária e transformadora”, afirmou.

O professor Salomão Hage, do Instituto de Educação da Universidade Federal do Pará e membro do comitê de organização do FME, disse que o evento é uma oportunidade única para discutir a educação como uma ação transgressora. “Vamos discutir, por exemplo, questões culturais e de identidade das populações tradicionais, a possibilidade da educação transgredir esse sistema social excludente e elitista, a relação da educação com o meio ambiente. Existe um conjunto de temáticas transversais”, disse.

Para Hage, um dos principais desafios para a educação hoje, em todo o mundo, é ouvir as demandas da sociedade. “O FME está acontecendo em um lugar peculiar como a Amazônia, que tem uma grande biodiversidade e grande diversidade sociocultural. Temos aqui representantes de quilombolas, ribeirinhos, extrativistas – de certa forma, os segmentos populares estão representados”, disse ele.

Outra foco do fórum é a educação de jovens e adultos, já que, em maio, Belém será sede da 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea). O encontro é convocado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de 12 em 12 anos e será a primeira vez que ocorrerá no Hemisfério Sul.

O site do Fórum Mundial de Educação

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