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Matrícula em cursos para professor cresce menos

O percentual de alunos das licenciaturas é o menor dos últimos 11 anos, mostra o Censo do Ensino Superior 2012

Dados do Censo do Ensino Superior 2012, divulgados nesta terça-feira, mostram que as matrículas nos cursos de formação de professores cresceram apenas 0,8%, entre 2011 e o ano passado. O percentual de alunos das licenciaturas é o menor dos últimos 11 anos, destaca o portal IG.

Os números foram divulgados no momento em que o Ministério da Educação oficializa a concessão de 30 mil bolsas de R$ 150 para incentivar os alunos do ensino médio das escolas públicas a estudar mais matemática, física, química e biologia. O Brasil tem hoje um déficit de 170 mil professores em exatas.

Em números absolutos, a quantidade de estudantes matriculada em cursos para as licenciaturas é maior a cada ano. No entanto, esse crescimento não acompanha a evolução de matrículas em outros cursos. O percentual de alunos das licenciaturas está estagnado e, em 2012, foi o menor dos últimos 11 anos: 19,41%. Em 2003, a proporção era de 22,48%.

A situação não é diferente entre os que estão se formando. Em 2001, 106 mil universitários concluíram uma licenciatura. Eles representavam 26,97% dos 396 mil concluintes daquele ano. Em 2012, chegou a 21,31% (223.892 alunos do universo de 1.050.413 concluintes).

A distância

Pouco mais de um terço dos estudantes brasileiros de cursos de licenciaturas, ou 449.966 de alunos, estão em cursos a distância.

O peso das licenciaturas, no entanto, aumenta quando se trata apenas do ensino a distância: do total de 1,1 milhão de matrículas de graduação nessa modalidade, 40,4% são de cursos de licenciatura.

O censo revela também que 51,4% dos professores da rede pública têm doutorado, contra 17,8% da rede particular.

Crise na ciência

O reitor da Universidade Católica de Brasília, professor Afonso Celso Danus Galvão, destaca que os jovens não tem mais interesse em ser professor. “A captação desses cursos tem sido baixa. Por mais que se ofereça descontos, nos cursos de química, física, as pessoas não têm interesse. Não há atração pela docência”, disse ao jornal Correio Braziliense. Ele prevê “uma crise forte na área de ciência”

Afonso Galvão reconhece que a oferta de vagas no ensino superior cresceu muito nos últimos anos. O país conta com 17,8% dos jovens com idade entre 18 anos e 24 anos com nível superior. “Mas a demanda reprimida ainda é enorme. A evasão no ensino médio e a dificuldade da escola na preparação dos alunos para o ensino superior ainda são grandes entraves”, diz.

O Censo do Ensino Superior faz uma radiografia das 2.416 instituições de Ensino superior no Brasil, bem como dos Docentes, ingressantes e concluintes dos cursos de graduação e pós-graduação.

Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor

O programa Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor, lançado nesta quarta-feira, será voltado principalmente aos estudantes com jornada de ensino médio ampliada. A ideia é que as atividades sejam consolidadas nas três horas do contraturno. Alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental que se destaquem também poderão participar. Terão prioridade ainda estudantes premiados em olimpíadas científicas.

Os bolsistas terão orientação e supervisão de professores e estudantes universitários que já recebem bolsas de estímulo à pesquisa. A seleção dos bolsistas será feita pelas secretarias estaduais de Educação e por universidades. Atualmente, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) paga bolsas de iniciação júnior a 10 mil estudantes. O investimento inicial no novo projeto é de R$ 66 milhões.

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