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Matrículas no ensino superior sobem apenas 0,2%

O número de matrículas em instituições de ensino superior subiu de 8,03 milhões em 2015 para 8,05 milhões em 2016, uma pequena alta de 0,2%. O resultado do Censo da Educação Superior, divulgado nesta quinta-feira, dia 31, mostra uma forte diminuição no ritmo de crescimento das matrículas quando comparado aos últimos anos. Entre 2006 e 2016, o número de matrículas aumentou 62,8% (de 4.944.877 para 8.052.254). O aumento médio anual foi de 5% no período.

A diminuição no ritmo de crescimento em 2016 se explica, em parte, pela queda do número de matrículas na rede privada, informa a Agência Brasil. Em 2015, foram registradas 6,07 milhões de matrículas, contra 6,05 milhões em 2016 – uma queda de 0,3%. É a primeira queda em 25 anos. Já as matrículas nas públicas aumentaram de 1,95 milhão para 1,99 milhão – um crescimento de 1,9%.

Ingressantes e concluintes

Em 2016, quase três milhões de alunos ingressaram em cursos de educação superior de graduação. Desse total, 82,3% em instituições privadas. Após uma queda em 2015, o número de ingressantes teve um crescimento de 2,2% em 2016. Isso ocorreu porque a modalidade a distância aumentou mais de 20% entre os dois anos, enquanto nos cursos presenciais houve um decréscimo de 3,7% no número de ingressantes.

Ano passado, mais de um 1,1 milhão de estudantes concluíram a educação superior. O número de concluintes em cursos de graduação presencial teve aumento de 2,4% em relação a 2015. A modalidade a distância diminuiu 1,3% no mesmo período.

Entre 2015 e 2016, o número de concluintes na rede pública aumentou 2,9%. Já na rede privada, a variação positiva foi de 1,4%. No período de 2006 a 2016, a variação percentual do número de concluintes em cursos de graduação foi maior na rede privada, com 62,6%, enquanto na rede pública esse crescimento foi de 26,5% no mesmo período.

Professores

A rede pública concentra a maior parte dos professores com título de doutor. Nas privadas, a maior parte dos docentes tem mestrado. Doutores são maioria nas universidades (54,6%). Nas faculdades, esse percentual cai para 17,9%.

No caso das instituições públicas, a maior parte dos docentes trabalha em tempo integral, enquanto nas privadas o regime de trabalho mais adotado é tempo parcial. De acordo com o levantamento, o número de docentes em tempo integral praticamente dobrou na última década.

Matrículas nas Redes

Das 2.407 instituições de educação superior (IES) brasileiras, 87,7% (2.111) são privadas e 12,3% são públicas (4,45% federais; 5,11% estaduais, e 2,74% municipais).

A maior fatia de instituições privadas se deve em parte à disponibilização de crédito por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De acordo com o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Moreno, este programa “garante financiamento para 45% dos alunos das instituições privadas”. Para o ministro da Educação, Mendonça Filho, a crise econômica é a responsável pela queda no número de matrículas na rede privada em 2016.

Estrangeiros

O Censo da Educação Superior constatou também que 45% dos estudantes estrangeiros matriculados nas IES têm origem no continente americano. Outros 28% vêm da África; 14% da Europa; 11% da Ásia; e 2% da Oceania.

Cursos

Os cursos de bacharelado mantêm sua predominância na educação superior brasileira com uma participação de 69% das matrículas. Os cursos de licenciatura tiveram o maior crescimento (3,3%) entre os graus acadêmicos em 2016, quando comparados a 2015.

Acesse a apresentação do MEC

Acesse as Notas Estatísticas

Acesse as tabelas com o resumo das estatísticas

 

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