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MEC alega margem fiscal e não muda proposta para professores em greve

“Em ano de crise, o governo quer garantir emprego de quem não tem estabilidade”, disse o ministro

Após se reunir com 42 reitores de universidades federais, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou na terça-feira que “não há margem fiscal para ir além” da proposta de reajuste de 45% em três anos para os professores em greve. A paralisação já dura dois meses. Uma nova rodada de negociação está prevista para o dia 23 de julho.

Os principais jornais informam que o MEC calcula que o aumento custará R$ 4 bilhões aos cofres públicos. “Em ano de crise, o governo quer garantir emprego de quem não tem estabilidade”, disse o ministro. A proposta foi rejeitada pelo comando nacional de greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

O ministro garantiu que os reitores entenderam que não há como melhorar a proposta. Os reitores disseram que, na maioria das instituições, os professores pedem que os reajustes de até 27% para aqueles que têm título de mestre e até 45% para doutores seja antecipado.

Pela proposta do governo, um professor com doutorado e dedicação exclusiva receberia R$ 17 mil em 2015. A Andes entende que o reajuste não supera a inflação e beneficia somente quem está no topo da carreira, caso dos professores titulares, que representam 10% da categoria

Outro ponto tratado na reunião foi o reajuste para os cargos técnicos das universidades, item que não foi contemplado na proposta inicial do governo. Mercadante afirmou que a prioridade são os professores, mas não descartou avaliar o pedido após a resolução da questão dos docentes.

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