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MEC amplia formas de adesão ao novo Enem

A instituição que aderir poderá usar o exame como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas; ou combinado ao atual vestibular
Agência Brasil
Haddad e Lins: correndo contra o tempo
Haddad e Lins: correndo contra o tempo

Pouco mais de 20 dias após anunciar a criação do novo Enem como prova nacional unificada para o ingresso nas universidades federais, o Ministério da Educação anunciou algumas mudanças no projeto, nesta sexta-feira, dia 17.

Após reunião com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ficou definido que as formas de adesão ao novo Enem serão ampliadas de duas para quatro. Além disso, a prova unificada também poderá valer por curso.
As instituições que aderirem ao processo seletivo unificado poderão usar o exame como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. A proposta inicial previa que as instituições utilizarem o Enem apenas como fase única ou como primeira fase dos processos seletivos.

Outra mudança é que as instituições poderão usar o modelo de maneira variada por curso. Ou seja, a mesma universidade poderá usar o Enem como fase única para ingresso na maioria dos cursos ou como primeira fase para cursos que exijam provas de aptidão, como medicina, por exemplo. O MEC também autorizou a mudança na forma de adesão de um ano para o outro.

O ministro Fernando Haddad acredita que a mudança não prejudicará a idéia inicial de unificação e disse que não pode usar o novo Enem “maneira impositiva”. “Algumas que tiverem segurança e maturidade farão a adesão total, mas por que vedar a participação por outras metodologias? Seria autoritário e arbitrário usar apenas a fase única”, disse, segundo Agência Brasil.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, não quis adiantar o número de universidades federais que irão aderir ao sistema, mas disse que as elas estão otimistas em participar do processo. “Eu tenho encontrado uma visão muito otimista em relação à participação dentro do novo Enem nas diversas formas. As universidades ainda estão discutindo os detalhes. Há muito entusiasmo, mas as decisões serão tomadas dentro de algum tempo”, afirmou.

Também foi decidido nesta sexta-feira a formação de comissões técnicas para elaboração da prova. “Será um comitê misto com a participação de reitores e de secretários estaduais que tenham ligação com o ensino médio em seus estados”, disse o ministro. O comitê será responsável por acompanhar a elaboração da prova e seu impacto no currículo do ensino médio.

Quem aderiu x quem não aderiu

Até agora, das 55 universidades federais, três já tomaram uma decisão. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiu pela não adesão para 2010. Já a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) já adeiram ao Enem como prova única. No entanto, elas se manifestaram antes das mudanças anunciadas nesta sexta-feira.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, o reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, disse que, por enquanto, vai manter o atual modelo, mas que os próximos vestibulares deverão incorporar o novo vestibular, mas não como única forma de seleção. O modelo a ser adotado deve ser definido em julho.

O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Almeida Filho, disse ao jornal A Tarde que o novo modelo do Enem deverá ser implantado como forma de seleção na instituição ainda para 2010, mas somente para os cursos de bacharelado interdisciplinar. São 900 vagas para quatro grandes áreas: artes, saúde, humanidades e ciência e tecnologia. Apesar da manifestação do reitor, a mudança precisa ser aprovada pelo conselho superior da universidade.

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) também anunciou que aceita a proposta do Ministério da Educação. A adesão foi confirmada nesta quinta-feira pelo reitor Antônio Cesar Gonçalves Borges. “É uma maneira de facilitar o acesso das camadas socialmente descriminadas. E isso vai fazer com que as escolas de ensino eédio façam uma padronização de seus currículos”, disse ele ao jornal Zero Hora.

Sem Enem

Com as mudanças propostas pelo MEC, a Unicamp pode deixar de considerar o Enem em seu vestibular. “O calendário ficaria muito apertado porque a divulgação do Enem ocorreria com menos de um mês de diferença para a prova da primeira fase, em geral no final de novembro”, afirmou o coordenador da comissão que aplica o vestibular, Leandro Tessler, ao site G1. O MEC quer aplicar o exame no início de outubro.

Ele também teme que o novo Enem seja muito parecido com a prova da Unicamp. “Pode ser que o Enem e a primeira fase da Unicamp, que já tem questões mais contextualizadas, fiquem redundantes. Precisaremos pensar com cuidado sobre esse assunto”, disse. A definição por parte da Unicamp só deverá acontecer em junho. No último vestibular da universidade de Campinas, o Enem representou até 20% da nota da primeira fase e só foi considerado quando melhorava essa nota.

Com Enem

Já a Universidade de São Paulo (USP) continuará usando o Enem para compor a pontuação do candidato na primeira fase do vestibular 2010, mas irá substituir o seu vestibular pelo Enem. “Estamos caminhando mais no sentido de unificar a primeira fase com as outras duas universidades estaduais paulistas, Unicamp e a Unesp, mas ainda estamos fazendo um esboço disso, sem nenhuma data em vista”, afirmou a pró-reitora de graduação da USP, Selma Garrido Pimenta, ao site das organizações Globo.укладка ламината цена за метр квадратныйалександр лобановский фотоигрушка