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MEC cria avaliação para medir a alfabetização

Avaliação Nacional da Alfabetização será realizada este ano de forma censitária e de larga escala
As crianças do 1º ao 3º ano do ensino básico das escolas públicas farão a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) ainda este ano, informa a Agência Brasil. A avaliação, criada por uma portaria publicada segunda-feira no Diário Oficial da União, integra o Plano Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) – que estabelece que todas as crianças até os 8 anos sejam alfabetizadas em português e matemática.

Segundo a portaria, as unidades escolares receberão o resultado global da ANA. Ela será uma avaliação censitária, de larga escala e servirá para a produção de índices sobre a alfabetização e letramento dos estudantes. A ANA será aplicada anualmente.

Ela fará parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), composto pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) – feita por amostragem nas redes de ensino – e pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), que recebe o nome de Prova Brasil – mais extensa e detalhada.

Ambas são aplicadas de dois em dois anos de forma intercalada no 5º e 9º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, disse que a avaliação servirá como ponto de partida para que se possa medir a evolução do aprendizado das crianças nessa etapa do ensino.

O jornal O Estado de S. Paulo informa que uma nova portaria regulamentando a ANA será publicada nas próximas semanas, com informações mais detalhadas.

Os repórteres Rafael Moraes Moura e Davi Lira ouviram três profissionais sobre a nova avaliação. Para o professor da Faculdade de Educação da USP, Ocimar Alavarse, a prova é “desnecessária”. “Além da Provinha Brasil, existem também outras provas no âmbito dos Estados. E as crianças muito pequenas não têm autonomia para participar de uma avaliação externa”, afirmou.

A diretora executiva da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz, defendeu uma “avaliação amostral”. “Com a Prova ABC, comprovamos que é possível monitorar o nível de alfabetização dos alunos”, afirmou ao jornal. A Prova ABC foi feita em 2011 a partir de uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Inep. As provas foram aplicadas no primeiro semestre de 2011 a cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais. Feito com alunos que concluíram o 3º ano, ela revelou que 56,1% dos estudantes aprenderam o que era esperado em leitura, e 42,8% em matemática.

O consultor Alexandre Oliveira, da Meritt Informação Educacional, disse que, por ser censitária, os resultados podem demorar até dois anos.михаил безлепкин риэлторалександр лобановскийлего купить в украине