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MEC fala em Lava Jato da Educação

O Ministério da Educação (MEC) anunciou uma investigação que “pode dar início à Lava Jato da Educação”. Em nota publicada na última quinta-feira, dia 14 de fevereiro, diz que há indícios de corrupção no Programa Universidade para Todos (ProUni), Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), envolvendo o sistema S, concessão ilegal de bolsas de ensino a distância e irregularidades em universidades federais.

O ministério informa que a investigação é uma das principais metas do plano de ações dos 100 primeiros dias da atual gestão.

Um protocolo de intenções foi assinado entre os ministros da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez; da Justiça, Sérgio Moro (juiz responsável pela Lava Jato original); da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e pelo Advogado-Geral da União, André Mendonça. Também participou da reunião o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

O MEC informou que encaminhará aos demais ministérios os documentos necessários para aprofundar as investigações, instaurar inquéritos e propor as medidas judiciais.

Segundo a pasta, a investigação segue as orientações do presidente Jair Bolsonaro para todos os ministérios e instituições federais.

“Queremos apurar todos os desvios praticados por pessoas que usaram o MEC e as suas autarquias como instrumentos para desvios,” diz a nota. O MEC ainda não convocou a imprensa para detalhar as denúncias de corrupção apontadas nas gestões anteriores.