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MEC lança medidas para tentar melhorar a formação do professor

Mendonça torce para o projeto dar certo

Mendonça torce para o projeto dar certo

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta quarta-feira, dia 17, uma série de medidas para tentar melhorar a qualidade da formação dos professores. Em 2018, o ProUni não terá mais critério de renda para licenciatura e haverá uma oferta de 80 mil vagas no Programa de Residência Pedagógica. Está prevista também para o ano que vem a ampliação da formação à distância, através da Universidade Aberta do Brasil e uma consulta pública para produzir a Base Nacional Docente. O MEC informou que serão investidos cerca de R$ 2 bilhões.

O Censo da Educação de 2016 mostra que, dos 2,1 milhões de professores da educação básica, cerca de 480 mil só possuem ensino médio e mais de 6 mil, apenas o ensino fundamental. Cerca de 95 mil têm formação superior, sem cursos de licenciatura.

Outros 1,6 milhão possuem formação em licenciatura de professores, porém, muitos desses não atuam em sua respectiva área de formação. Dos professores de língua portuguesa, por exemplo, 60% têm formação na área, e dos que lecionam matemática, 50%. Hoje, 1,4 milhão de alunos frequentam cursos de licenciatura no Brasil, o que representa 18,4% dos alunos da educação superior.

A mudança nas regras para bolsistas do ProUni visa o preenchimento de vagas ociosas, informa a Agência Brasil. Segundo o MEC, 36% das 56 mil vagas de licenciatura oferecidas no ProUni estão ociosas. A partir de 2018, os professores que desejem fazer uma segunda formação em cursos de licenciatura poderão entrar no programa sem a comprovação de renda. Essa possibilidade também estará disponível para a formação inicial. No entanto, para concorrer a uma dessas vagas, os interessados deverão participar de uma segunda chamada após a seleção regular.

Já a residência pedagógica é uma mudança no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Segundo a Agência Brasil, o edital será lançado no próximo ano e as instituições formadoras de professores deverão estabelecer convênios com as redes públicas de ensino. O ingresso no estágio supervisionado será feito ao longo da graduação, a partir do terceiro ano.

A futura Base Nacional de Formação Docente vai nortear o currículo de formação de professores. A proposta será feita em colaboração com estados, municípios, instituições formadoras e Conselho Nacional de Educação (CNE). No início de 2018, o MEC abrirá uma consulta pública para ouvir opiniões de especialistas e educadores.

Uma comissão criada pelo MEC para estudar o currículo da formação dos professores já divulgou, em 2016, um documento preliminar, que pode ser acessado neste link: http://bit.ly/2zyGVft.

Também em 2018, o MEC vai reservar 75% das vagas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a formação de professores que cursem seu primeiro ou segundo curso de licenciatura. O ministério informa que a UAB não ofertava vagas desde 2014. Entre 2017 e 2018, serão ofertadas 250 mil vagas nessa modalidade de ensino a distância. A agência de notícias do governo federal informa ainda, sem dar maiores detalhes, que o MEC quer investir ainda na ampliação de mestrados profissionalizantes, cursos de especialização e na cooperação internacional na formação de professores.

MEC

A secretária-executiva do MEC, Maria Helena Castro, disse que “a qualidade do professor é isoladamente o fator que mais influencia a melhoria do aprendizado”.

A vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Cecília Amendola, disse ao site do MEC que hoje “o professor sai da universidade e, quando entra na sala de aula, não sabe o que fazer”.

Para Marcelo Costa, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) da regional do Centro-Oeste, “a residência pedagógica vai estreitar o diálogo entre as universidades e as redes de ensino municipais e estaduais”.

Veja a apresentação do MEC em goo.gl/RCnj7d

 

 

 

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