by

MEC manda a PF investigar depredação no prédio; UNE diz que não incentiva violência

O Ministério da Educação pediu nesta quarta-feira, dia 30, à Polícia Federal que investigue os atos de vandalismo que destruíram parte do prédio na noite de terça-feira, 29, durante o protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos. Em nota, a União Nacional dos Estudantes (UNE) disse que não incentiva “qualquer tipo de depredação do patrimônio público ou violência”.

Veja a galeria de fotos

Segundo o MEC, “um grupo de 50 a 100 pessoas, algumas encapuzadas” participaram do https://www.acheterviagrafr24.com/prix-viagra-cialis-levitra/ protesto.

Para o ministro Mendonça Filho, os atos “mostraram que a intolerância e a violência têm sido a prática política de alguns grupos radicais, que a gente tem de enquadrar dentro daquilo que estabelece a lei brasileira”.

Em texto publicado no site, o MEC informa que “vai pedir a punição das entidades ligadas a partidos políticos de esquerda que patrocinaram a invasão pelos seus seguidores”.

De acordo com a nota, alguns manifestantes “usavam camisas e portavam bandeiras de entidades como CUT, UNE, DCE UFRJ, Sinasefe e PCdoB, entre outras”.

Nesta quarta-feira de manhã, o ministro fez uma vistoria no prédio e recebeu peritos da Polícia Federal, além dos delegados Marcelo Borsio e Osvaldo Gomide.

O MEC repassou à Polícia Federal imagens do circuito interno de TV, vídeos feitos por servidores e fotografias. Servidores foram liberados para prestar depoimentos à PF, diz o MEC.

MEC em pânico

A nota diz que “manifestantes mascarados atearam fogo em pneus e em lixo tóxico, quebraram vidraças, câmeras de segurança e caixas eletrônicos”. Diz ainda que a Polícia Militar informou que alguns usavam artefatos como coquetéis molotov. O MEC relata que houve “um clima de pânico generalizado” entre os servidores no momento da invasão.

“As entidades e pessoas que foram parte desse processo de vandalismo serão responsabilizadas criminalmente porque isso não pode acontecer”, disse Mendonça Filho. “A destruição foi muito grande na parte externa do prédio e na parte interna do térreo e do primeiro andar.”

Em avaliação preliminar, o MEC informa que identificou a “destruição de 38 placas de vidro da fachada do prédio, cada uma com 5 metros quadrados, espelhos de fachadas e de elevadores, revestimentos de paredes, divisórias de madeira e de vidro, computadores, câmeras de segurança, balcões de vidro da entrada do prédio, televisores, além de cinco caixas eletrônicos”.

Diz ainda que “os manifestantes ainda roubaram extintores de incêndio, cadeiras, bancos e computadores e depredaram um carro oficial”.

O ministério afirma que além da fachada externa e do térreo, “os manifestantes subiram até o segundo andar do prédio e destruíram instalações da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) e parte da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi)”.

MEC funcionou normalmente nesta quarta-feira. “Temos de encarar isso como uma etapa negativa que ocorreu, mas não podemos, de forma alguma, nos intimidar”, afirmou o ministro. “Trabalhei ontem (terça) até 21h no prédio, pedi garantias à Polícia Militar do Distrito Federal, que enviou a tropa de choque para expulsar os invasores, repelir as agressões e garantir o direito ao trabalho dos servidores públicos que estavam aqui”, disse Mendonça

UNE

Em nota no site, a UNE afirma que “os cerca de 50 mil estudantes, professores e trabalhadores que tomaram a Esplanada dos Ministérios foram surpreendidos com bombas e todo tipo de violência policial durante passeata totalmente pacífica contra a PEC 55, em votação no Senado”. A presidente da UNE, Carina Vitral disse que os estudantes foram “duramente reprimidos sem nenhuma justificativa”.

Na nota, a UNE diz: “não incentivamos qualquer tipo de depredação do patrimônio público ou violência. Em meio aos mais de 50 mil manifestantes, o que nos assusta e nos deixa perplexos é a polícia militar do governador Rolemberg (DF) jogar bombas de efeito moral, gás de pimenta, cavalaria e balas de borracha contra estudantes, alguns menores de idade, que protestavam pacificamente”.

A UNE encerra o comunicado dizendo que a repressão “nada mais é do que o reflexo de um governo autoritário, ilegítimo e que não tem um mínimo de senso de diálogo”.