by /0 comments

MEC planeja mudar de novo o currículo do ensino médio

Anúncio é feito um dia após os resultados do Ideb revelarem que o ensino médio está estagnado. As atuais diretrizes foram publicadas em janeiro deste ano

Seis meses após o Ministério da Educação publicar no Diário Oficial as novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, o MEC volta a falar em um novo currículo do ensino médio. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que a ideia agora é organizar as atuais 13 disciplinas em quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

O anúncio foi feito um dia após os resultados do Ideb revelarem que o ensino médio no Brasil está estagnado.

A reportagem de Fábio Takahashi relata que a proposta deve ser fechada neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação. As atuais diretrizes, publicadas em janeiro deste ano, começaram a ser debatidas pelo CNE em setembro de 2010.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acredita que haverá mais integração entre as disciplinas. “O aluno não terá mais a dispersão de disciplinas”, afirmou ao jornal. Ele garante que a nova medida ajudará o professor se fixar em uma escola.

Pela proposta em estudo, um professor de física, ao invés de ensinar a disciplina em três colégios, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola.

A formação dos docentes continuará sendo feita com universidades e a Capes, órgão do MEC responsável pela área.

Segundo a Folha de S. Paulo, uma mudança mais rápida acontecerá no material didático, com a compra de livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

O jornal ouviu três pessoas sobre o assunto. O secretário da Educação Básica do MEC, Cesar Callegari, disse que o processo será negociado com os Estados, os entes federados responsáveis pelo ensino médio no Brasil.

O vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Klinger Barbosa Alves, de Santa Catarina, disse que “o currículo hoje é muito fragmentado” e que “a mudança proposta requer uma série de providências que não são simples.”

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação de São Paulo afirmou que “a reformulação do currículo é essencial” e que discute alterações desde o ano passado.

A diretora-executiva da ong Todos pela Educação, Priscila Cruz, disse que o currículo fragmentado é “uma reserva de mercado para os professores” e previu que haverá “muita resistência contra essa mudança.”

Para o doutor em educação e professor da Universidade de Sorocaba, Celso Ferretti, a integração dos currículos exigirá uma profunda reorganização dos colégios. Ele disse à Folha de S. Paulo que os professores terão de programar as aulas juntos e não poderão ganhar apenas para o período de aulas.

магазин косметики для визажистовswedish englishмашина на управлении