by /0 comments

MEC promete R$ 1,8 bilhão para reduzir desigualdade educacional no campo

Pronacampo tem quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica
O Ministério da Educação lançou nesta terça-feira, dia 20, o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) com a promessa de reduzir a grande desigualdade das escolas rurais em relação ao ensino nas cidades. O programa terá R$ 1,8 bilhão até 2014 e baseará suas ações em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica.

As escolas localizadas em áreas rurais respondem por 12% das matrículas de educação básica. Enquanto a taxa média de analfabetismo na população com mais de 15 anos é 9,6% no Brasil, na zona rural o índice sobe para 23,2%. Apenas 15% dos jovens de 15 a 17 anos do campo estão no ensino médio e só 6% das crianças até 3 anos têm acesso à creche. Cerca de 51% não concluíram o ensino fundamental.

Uma das metas é garantir o abastecimento de água e energia elétrica para 11 mil escolas que não têm rede de esgoto nem luz elétrica. O plano prevê a construção de 3 mil escolas.

Mais de 3 milhões de estudantes receberão material didático específico sobre o campo. Estão previstas também a distribuição de 180 mil bolsas de estudo de educação profissional. Outra meta é atender 10 mil escolas com educação integral até 2014.

Para o transporte escolar, o programa prevê 8 mil ônibus escolares, 2 mil lanchas e 180 mil bicicletas. Também está prevista a instalação de recursos digitais em 20 mil escolas.

O MEC diz que apoiará a oferta de formação inicial, continuada e pós-graduação para professores, gestores e coordenadores pedagógicos. Serão oferecidos cursos de licenciatura pelas instituições públicas de ensino superior. A Universidade Aberta do Brasil (UAB) expandirá 200 polos.

Outra medida anunciada é mudar o mecanismo de fechamento das escolas rurais. Nos últimos cinco anos, segundo a Agência Brasil, cerca de 13 mil escolas foram fechadas. A proposta, que altera a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), estabelece que os conselhos estaduais e municipais de educação deverão ser consultados antes que o prefeito ou governador determine o encerramento das atividades de uma escola.

Para garantir os recursos do programa, prefeituras e governos estaduais terrão que aderir às ações do Pronacampo por meio de edital.

O ministro Aloízio Mercadante disse que o fechamento das escolas é decorrente da urbanização de algumas regiões, mas outras deixam de funcionar porque têm poucos alunos e a prefeitura quer economizar recursos.

Para ele, o Brasil cometeu um “equívoco histórico” ao não investir nas escolas do campo. “O Brasil hoje é o segundo produtor mundial de alimentos, o campo brasileiro exporta quase US$ 95 bilhões e é um equívoco não dar prioridade para a educação no campo como aconteceu durante toda a nossa história”, afirmou.владимир мунтян исцелениеfrom translated in spanishсветильники