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MEC retifica nota de redação do Enem de 130 candidatos

Em pelo menos um caso, a alteração da nota foi determinada pela Justiça. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o MEC havia informado anteriormente que apenas duas redações tiveram a nota alterada

O Ministério da Educação retificou a nota da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 de pelo menos 130 candidatos em função de “erro material”, revela o Estado de S. Paulo. Em pelo menos um caso, a alteração da nota foi determinada pela Justiça. Segundo o jornal, o MEC havia informado anteriormente que apenas duas redações tiveram a nota alterada.

A relação com os candidatos que tiveram notas retificadas foi entregue à Justiça Federal de São Paulo e consta do processo, que o jornal teve acesso, em que um estudante de São Paulo pede revisão da redação. Ele teve a nota alterada de “anulada” para 880. Na semana passada, o ministério confirmou que outro estudante, de Belo Horizonte, também teve a nota corrigida. Nos dois casos, o MEC alterou a nota antes da decisão final da Justiça

O Estado de S. Paulo informa que o Ministério da Educação já acatou uma decisão da Justiça e alterou a nota de redação de uma estudante do Rio de Janeiro de 440 para 680.

De acordo com o ministério, todas as alterações nas notas da redação são casos simples e nenhuma seria de mudança de avaliação. O MEC não explicou aos repórteres Paulo Saldaña e Carlos Lordelo, no entanto, porque informou que só havia duas alterações em notas por erro.

Aviso pelo telefone

O MEC afirmou que todos os alunos com as notas alteradas foram comunicados por telefone. O jornal informa que a auxiliar administrativa Noemia Damazio, de 62 anos, de Belo Horizonte, não foi informada. Ela disse que entrou em contato com o MEC várias vezes e foi informada de que sua redação havia sido entregue em branco. “Como podia estar em branco? Eu me dediquei ao texto, fui uma das últimas a sair”, afirmou ao jornal. Ela disse que por isso não se inscreveu no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, que pelo segundo ano questiona o Enem na Justiça, disse a O Estado de S. Paulo que vai continuar brigando. “Vou insistir que a Justiça obrigue o MEC a mostrar cópia das correções a todos os inscritos. Falta transparência na correção da redação e também das questões”, afirmou.

O jornal informa que MEC deve entregar esta semana à Justiça um parecer em que defende a inviabilidade de mostrar a redação a todos.

O advogado carioca Diogo Rezende, autor da ação que resultou na ordem da Justiça para o MEC mudar a nota, ressaltou que os casos de alterações só vieram depois de queixas ao MEC. “Tem gente que pode achar que não foi bem na prova, não tem noção que foi prejudicada. Uma pessoa pode ter tira do 600 e mereceu 800”, disse.

Provas anuladas

Os corretores da redação do Enem 2011 anularam 138 mil provas por “algum motivo”, informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) a O Estado de S. Paulo.

Os avaliadores atribuem nota de zero a mil às redações de acordo com cinco competências. Cada texto é corrigido por dois profissionais e um não sabe a avaliação do outro. A nota é a média aritmética das duas pontuações.

O jornal informa que em 2011 o Inep diminuiu o limite de discrepância entre as notas dos dois corretores de 500 para 300. Quando esta diferença passa de 300 é feita uma uma terceira leitura. O Inep não informou quantas redações receberam três leituras.

O Estado de S. Paulo informa que uma professora que trabalhou no exame – o nome não é revelado – disse que o sistema de correção é “meio falho”. “Se eu sei que o limite é de 300 pontos, evito dar uma nota muito alta ou muito baixa pensando no julgamento de meu colega”, disse.

Na opinião do professor da Unesp Rogério Chociay, “são muitos corretores, em todo Brasil, e é impossível que todos mantenham o mesmo nível e critério; uma redação que sai de 800 e vai para zero mostra que não há critério adequado de correção”.

O consultor em educação Leonardo Cordeiro disse que somar as pontuações dos exames objetivos ao da redação é um”erro conceitual” que produz “resultados drásticos”. “Essa distorção vem do fato de que a correção do texto é mais generosa e não adota o mesmo método dos testes. Não se pode comparar uma coisa com outra.”

No Enem, a redação é o fator que mais vale na nota final e é decisiva para garantir uma vaga pelo Sisu, que reúne as vagas em instituições de ensino que adotam o exame como vestibular.

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