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MEC tenta tranquilizar alunos sobre o novo Enem

Ao anunciar a nova matriz do exame, o ministro da Educação disse que “não se está reinventando nada e o que muda é a forma de perguntar”
Ao anunciar a nova matriz do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na quarta-feira, dia 15, o ministro da Educação, Fernando Haddad, procurou acalmar os alunos ao garantir que os conteúdos permanecerão os mesmos do ensino médio.

“Não se está reinventando nada, até por respeito aos alunos que estão concluindo o ensino médio na forma atual. O que muda é a forma de perguntar. O que se aprovou hoje (quarta-feira) foi como abordar os conteúdos”, disse. Ele reiterou que a ênfase do exame que substituirá o vestibular das universidades federais será o raciocínio e não mais a memorização.

Esta semana, alunos da Universidade Federal do Mato Grosso realizaram um protesto contra a adoção do novo sistema para o próximo processo seletivo e conseguiram suspender uma reunião do conselho da universidade que debatia o assunto. Eles exigem mais tempo para se adaptarem.

Também esta semana, em Pernambuco, o DEM entrou na Justiça para tentar impedir que o novo Enem seja aplicado já este ano pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

O ministro chamou de “precipitada” a ação do DEM e garantiu que todo o cuidado foi tomado para respeitar os conteúdos que se oferecem hoje aos estudantes.

Sem pegadinhas

Fernando Haddad afirmou que o novo Enem não permite as “pegadinhas”, nem vai exigir que o aluno decore uma fórmula ou a data de um fato histórico. “O que ele precisa saber é como se desenrolaram os processos históricos e a implicação dos fatos na vida dos países”, disse ele, informa a Agência Brasil.

O ministro admitiu que com o passar do tempo o volume de conteúdos diminuirá no ensino médio. “Hoje o programa de ensino médio é um empilhamento dos programas dos vestibulares”, afirmou.

A matriz será apresentada nesta quinta-feira ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que ingressará formalmente no Comitê de Governança do novo Enem. O MEC destacou que a participação dos Estados é o ponto de partida para o início da reforma do currículo do ensino médio.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes, Amaro Lins, voltou a elogiar o novo modelo, mas cobrou pressa do MEC. “O grande avanço é que o país inteiro vai ter a possibilidade de um exame que tem grandes ganhos em relação ao modelo atual. Esse é um processo muito importante, que mexe com os estudantes e suas famílias. A imprensa está pressionando, aguardando um posicionamento nacional”, disse, segundo o site da Andifes.

Conteúdos

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Reynaldo Fernandes, responsável pela aplicação do Enem, apresentou a matriz para cada uma das quatro áreas do conhecimento em que está dividido o novo Enem: linguagens, que inclui redação, matemática, e ciências humanas e da natureza. “Não se pode cobrar todos os conteúdos de todas as áreas”, afirmou.

Segundo o presidente do Inep, a matriz de ciências naturais foi a que sofreu menos cortes. Ele destacou que o Enem estava muito centrado na questão ambiental e agora abordará também problemas de saúde e saúde pública, por exemplo. Na prova de humanidades, o conteúdo de história não seguirá uma ordem cronológica, mas abordará os conteúdos por temas, como a organização social, política, econômica, revoluções sociais.

Em breve, o Inep deve divulgar um modelo da prova para que os alunos tomem conhecimento do formato. A matriz também estará disponível para consulta no portal do MEC.

Segurança

O Ministério da Educação informou ainda que pedirá um reforço ao Ministério da Justiça na aplicação e logística de distribuição da provas. Hoje, cerca de 2 mil agentes da Polícia Federal fazem a segurança nos mais de 1.500 municípios onde a prova é aplicada.

Como a expectativa do MEC é de um crescimento do número de inscritos, o MEC quer aumentar esse efetivo. Em 2008, mais de 4 milhões de estudantes fizeram o exame. Para este ano, o ministério espera a presença de até 6 milhões de pessoas.

A prova terá uma redação e 200 questões de múltiplas escolhas e será nos dias 3 e 4 de outubro.полигонмас кистисинус лифтинг осложнения